Arequipa, conhecida como a “Cidade Branca”, é uma joia encantadora no sul do Peru, rodeada por vulcões majestosos, como o Misti, o Chachani e o Pichu Pichu. Famosa pela sua arquitetura colonial em pedra vulcânica branca, a cidade é um testemunho vivo da fusão entre as culturas indígena e espanhola. O seu centro histórico, classificado como Património Mundial pela UNESCO, oferece uma experiência única com locais imperdíveis, como o Mosteiro de Santa Catalina e a Plaza de Armas. Além disso, Arequipa é a porta de entrada para o impressionante Cânion do Colca, perfeito para os amantes de natureza e aventura. A gastronomia local, com destaque para pratos como o “rocoto relleno” e o “adobo”, completa esta experiência inesquecível.

Os três principais vulcões que emolduram a cidade de Arequipa são o Misti, o Chachani e o Pichu Pichu, cada um com características únicas. O Misti, com a sua forma cónica perfeita, é o mais icónico e situa-se a 5.822 metros de altitude, sendo um símbolo da cidade e um destino popular para caminhadas desafiadoras. O Chachani, o mais alto, alcança 6.075 metros e é considerado relativamente acessível para alpinistas iniciantes, oferecendo vistas deslumbrantes do altiplano andino. Por fim, o Pichu Pichu, com os seus 5.669 metros, é um vulcão extinto e destaca-se pelo seu formato irregular e importância histórica, pois era venerado nas tradições andinas. Estes gigantes vulcânicos não só embelezam a paisagem, mas também são um lembrete constante da força e majestade da natureza.



Após apreciarmos as vistas para os vulcões dirigimo-nos à Praça Yanahuara, situada num dos bairros mais encantadores de Arequipa, é um espaço tranquilo e repleto de charme, ideal para quem procura um momento de paz longe do movimento do centro. O famoso miradouro de Yanahuara, composto por arcos de pedra vulcânica esculpidos com citações e poesia, oferece uma vista panorâmica deslumbrante da cidade, com o imponente vulcão Misti ao fundo. Ao lado, a Paróquia de San Juan Bautista de Yanahuara, uma joia da arquitetura colonial construída no século XVIII, impressiona com a sua fachada trabalhada em sillar e o seu ambiente acolhedor. Este é um local imperdível para mergulhar na cultura arequipenha e apreciar a harmonia entre história, arte e paisagem.









De seguida caminhámos ate ao centro da cidade começando por visitar a Igreja da Companhia de Jesus, localizada no coração de Arequipa, junto à Plaza de Armas, é uma obra-prima da arquitetura barroca andina. Construída no século XVII pelos jesuítas, destaca-se pela sua impressionante fachada em pedra vulcânica esculpida com motivos religiosos e naturais, como flores, aves e figuras angelicais. O interior é igualmente notável, com altares ricamente decorados e o espetacular altar-mor dourado. Um dos seus maiores tesouros é a Capela de San Ignacio, conhecida pelos frescos vibrantes que retratam a flora e fauna amazónica. Este monumento é um testemunho do talento artístico da época e da fusão cultural entre a tradição europeia e as influências locais.












Já na Praça de Armas de Arequipa, o coração vibrante da cidade e um dos seus lugares mais emblemáticos, cercada por palmeiras, fontes centenárias e elegantes edifícios coloniais. Neste cenário majestoso ergue-se a imponente Basílica Catedral de Arequipa, construída em sillar, a emblemática pedra vulcânica branca. Datada do século XVII, esta catedral é um exemplo impressionante da arquitetura neoclássica, com colunas majestosas e um interior decorado com detalhes requintados, incluindo um grande órgão de origem belga. Durante o dia, a praça é um ponto de encontro animado, e à noite, a iluminação realça a beleza da catedral, criando um ambiente mágico e inesquecível.









Para finalizar o dia rumámos ao Mosteiro de Santa Catalina, um dos tesouros mais fascinantes de Arequipa, um vasto complexo religioso que remonta ao século XVI. Conhecido como uma “cidade dentro da cidade”, este mosteiro ocupa mais de 20.000 metros quadrados e impressiona com as suas ruas estreitas, praças pitorescas, celas coloridas e jardins tranquilos. Outrora um espaço de clausura exclusivo para mulheres da elite.

















O jantar foi num restaurante recomendado pelo guia chamado “Chicha por Gaston Acurio”, onde pudemos experimentar as iguarias peruanas como o Rocoto Relleno con pastel de papa, chicharrón de cerdo, solterito de queso, cuy pequines e ainda umas tortitas de choco e quinoa com ceviche de truta.



