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Experiência

Senegal – Entre animais e baobás na Reserva de Bandia

Senegal

Hoje deixámos por algumas horas o RIU Baobab para conhecer um dos locais mais emblemáticos desta região do Senegal: a Reserva de Bandia. Situada na região de Thiès, a reserva ocupa uma vasta área de savana africana e permite observar várias espécies de animais em condições muito diferentes daquelas que encontramos num jardim zoológico tradicional.

O percurso desde Pointe Sarène até Bandia foi também uma oportunidade para observar um pouco mais do Senegal fora da zona do hotel. Pelo caminho atravessámos pequenas localidades, vimos vendedores junto à estrada, casas simples e a paisagem característica desta região, onde a vegetação se mistura com os enormes baobás que se tornaram uma presença constante desde que chegámos ao país.

Depois de chegarmos à entrada da Reserva de Bandia, aguardámos pelo veículo que nos iria acompanhar durante o safari. A visita é realizada em veículos adaptados, com uma zona traseira elevada e aberta que permite observar melhor a paisagem e os animais, sempre acompanhados por um guia da reserva.

Começámos então o percurso pelas pistas de terra que atravessam a reserva. Bandia ocupa uma extensa área de savana protegida onde várias espécies africanas vivem em liberdade, pelo que não existe propriamente um percurso em que seja garantido encontrar cada animal num determinado local. Parte da experiência consiste precisamente em percorrer a reserva enquanto o guia procura sinais da presença dos animais e nos vai ajudando a descobri-los entre a vegetação.

Não demorámos muito até começarem os primeiros encontros. Ao longo do safari fomos observando diferentes espécies, algumas bastante próximas do veículo, o que permitiu vê-las com uma proximidade que dificilmente conseguiríamos noutro contexto. Zebras, antílopes e outros herbívoros surgiam entre as árvores e as zonas mais abertas da savana, por vezes isolados e outras vezes em pequenos grupos.

Um dos animais que mais facilmente se destaca na paisagem é naturalmente a girafa. É impressionante observá-la em liberdade, caminhando tranquilamente entre as árvores e alimentando-se dos ramos mais altos. A altura destes animais torna-os relativamente fáceis de localizar mesmo à distância e proporciona algumas das imagens mais características de um safari africano.

Outro dos momentos mais aguardados foi o encontro com os rinocerontes-brancos. Apesar do nome, a sua coloração é essencialmente acinzentada, e impressiona sobretudo o tamanho quando os conseguimos observar de perto. Bandia desempenhou um papel importante na reintrodução de várias espécies no Senegal, sendo o rinoceronte um dos exemplos mais emblemáticos do trabalho desenvolvido na reserva.

À medida que avançávamos, a paisagem ia alternando entre zonas mais abertas e outras de vegetação mais densa. Encontrámos búfalos, diferentes espécies de antílopes, avestruzes e javalis-africanos, entre outros animais. Em alguns momentos era necessário parar e olhar com atenção para perceber que, entre as árvores ou por detrás dos arbustos, havia mais animais do que aqueles que tínhamos visto inicialmente.

Mas Bandia não é interessante apenas pela fauna. Durante o percurso encontramos alguns baobás verdadeiramente impressionantes, árvores que fazem parte da identidade da paisagem senegalesa e que podem atingir dimensões extraordinárias. Os seus enormes troncos, muitas vezes com formas irregulares, destacam-se no meio da savana e ajudam a criar aquela imagem de África que tantas vezes conhecemos através de fotografias e documentários.

Depois de várias paragens e de muito tempo passado a tentar descobrir animais entre a vegetação, terminámos o percurso de camião e regressámos à zona principal da reserva. A visita, no entanto, ainda não tinha terminado.

Já a pé, fomos conhecer a zona onde se encontram as tartarugas-gigantes. O contraste com o safari é curioso: depois de percorrermos quilómetros à procura de animais em liberdade, podemos aqui observar tranquilamente estes enormes répteis, alguns deles com dimensões impressionantes e movimentos tão lentos quanto seria de esperar.

Seguimos depois até à zona dos crocodilos. Praticamente imóveis junto à água, conseguem facilmente passar despercebidos à primeira vista, confundindo-se com o terreno que os rodeia. É apenas quando nos aproximamos e começamos a distinguir as suas formas que percebemos quantos estão realmente ali.

A última paragem foi junto às hienas. Ao contrário da maioria dos animais que observámos durante o safari, estas encontram-se numa área própria e delimitada. É um animal que raramente temos oportunidade de observar de perto e, apesar da imagem pouco simpática que normalmente lhe é atribuída, foi interessante terminar a visita conhecendo mais uma das espécies características da fauna africana.

Terminámos assim a nossa visita à Reserva de Bandia. Não se trata de procurar os chamados “Big Five”, nem é esse o objetivo desta reserva. A experiência está sobretudo na possibilidade de percorrer a savana e observar girafas, rinocerontes, zebras, antílopes, búfalos e muitas outras espécies num espaço amplo e natural.

Foi também o nosso primeiro verdadeiro contacto com a vida selvagem nesta viagem ao Senegal e uma excelente forma de conhecer uma paisagem completamente diferente daquela que encontramos junto à costa de Pointe Sarène. Entre os animais, os enormes baobás e os caminhos de terra vermelha que atravessam a reserva, Bandia acabou por proporcionar um dos momentos que mais associamos à imagem de uma viagem a África.

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