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Experiência

Budapeste entre Pest e a colina de Buda

Hungria Budapeste

O nosso primeiro dia inteiro em Budapeste foi passado entre as duas margens do Danúbio. Começámos em Pest, com o Castelo de Buda do outro lado do rio, e acabámos por subir à colina para conhecer de perto aquilo que víamos à distância. Pelo meio houve igrejas, ruas, pontes e muitas perspetivas diferentes da cidade.

Castelo de Buda visto da margem de Pest, sobre o Danúbio

De Pest à Ponte das Correntes

O passeio levou-nos por jardins e praças até ao exterior da Basílica de Santo Estêvão. A fachada, com as duas torres a enquadrar a cúpula, dava uma primeira medida da escala dos edifícios de Budapeste. Havia também tempo para reparar no chão, nas portas e nos pequenos pormenores que se perdem quando se olha apenas para cima.

Seguimos para a Ponte das Correntes e atravessámos o Danúbio. A estrutura da ponte foi acompanhando o caminho, mas a atenção dividia-se entre o rio, o Castelo e a margem que estávamos a deixar. A pé, a passagem entre Pest e Buda tornou-se parte do passeio, com paragens para olhar e tirar fotografias.

Já na colina, voltámos a olhar para trás. A ponte aparecia agora inteira, a ligar a encosta às ruas de Pest. Era uma boa forma de começar a perceber a cidade: de um lado, o relevo de Buda; do outro, os quarteirões que se prolongavam para lá da margem.

Ponte das Correntes e margem de Pest vistas da colina de Buda

Pelas ruas do bairro do Castelo

Na zona palaciana passámos pelos portões e pelo Palácio Sándor, onde vimos a guarda. O espaço aberto e as fachadas cerimoniais davam a esta parte da colina um ambiente diferente daquele que tínhamos encontrado nas ruas de Pest.

Continuámos pelas ruas do bairro do Castelo. Entre fachadas mais baixas surgiam edifícios com telhados trabalhados e passagens que abriam novas perspetivas. O percurso levou-nos até à zona da Porta de Viena, antes de voltarmos à área da Igreja de Matias.

A Igreja de Matias e o Bastião dos Pescadores

A torre da Igreja de Matias sobressaía sobre a praça, mas foi no interior que a visita ganhou outra variedade de cores. A decoração prolongava-se pelas paredes e pelos arcos, entre padrões pintados, vitrais e elementos de pedra. Fomos percorrendo a igreja, alternando a vista da nave com a atenção aos pormenores.

A igreja atravessou várias fases da história da cidade. Durante o domínio otomano foi usada como mesquita e voltou a ser transformada nos séculos seguintes. Entre os vitrais e os padrões pintados das paredes, a decoração acompanhava-nos ao longo da nave.

Do lado de fora esperava-nos o Bastião dos Pescadores. As escadas, as torres claras e as aberturas para o rio convidavam a mudar de posição e voltar a olhar. Depois do interior tão decorado da igreja, o panorama sobre Pest alargava novamente o passeio.

De regresso a Pest

Regressámos à Basílica de Santo Estêvão, desta vez para entrar. O altar e a cúpula pediam olhares em direções diferentes: primeiro em frente, depois bem para cima. A visita completava o encontro com a fachada que tínhamos tido mais cedo.

O dia terminou num ambiente bastante diferente, no Szimpla Kert. Depois das igrejas e dos espaços monumentais, encontrámos um pátio cheio de objetos, cores e soluções pouco convencionais. Até um Trabant fazia parte do cenário. Ficámos por ali, entre os recantos do espaço e mais algumas fotografias em família.

Da margem de Pest às ruas de Buda, o dia tinha-nos dado uma primeira ideia da cidade. Ao terminar no pátio do Szimpla, já levávamos connosco muito mais do que a vista do Castelo do outro lado do Danúbio.

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