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Experiência

Das colinas de Buda aos miradouros de Budapeste

Hungria Budapeste

Voltámos a Buda para um dia feito de subidas, descidas e vistas sobre a cidade. Começámos no funicular, visitámos o Hospital na Rocha e seguimos depois para as colinas, onde o teleférico de cadeiras nos levou a outro cenário. O Danúbio voltaria a ocupar a paisagem mais adiante.

Momento em família junto às cabinas do funicular de Buda

De funicular até ao bairro do Castelo

Desta vez, o funicular fez parte da experiência. Entrámos na cabina e acompanhámos a subida pela linha inclinada, entre os muros e as passagens superiores. Do banco de madeira podíamos observar a via, numa viagem curta mas diferente das outras deslocações pela cidade.

A visita ao Hospital na Rocha

No bairro do Castelo fomos ao Hospital na Rocha e fizemos a visita completa. O lugar aproveita espaços subterrâneos sob a colina e está ligado à assistência aos feridos durante a Segunda Guerra Mundial e a revolta de 1956. Durante a Guerra Fria foi adaptado para funcionar como abrigo nuclear.

Depois das ruas e dos monumentos à superfície, a visita introduzia outra dimensão da história de Buda: a de um espaço preparado para continuar a funcionar em situações extremas. A função hospitalar e a preparação para a guerra cruzam-se na história deste lugar.

Também houve um momento mais descontraído, quando vestimos as capas no hospital para tirar fotografias. Foi uma recordação pessoal que trouxemos desta visita.

Pelas colinas, de teleférico

Seguimos depois para o teleférico de cadeiras. A subida fez-se sobre a vegetação, com os pés suspensos e o caminho a abrir-se por entre as árvores. A própria deslocação era agora uma parte importante do passeio.

No alto, continuámos até à torre-miradouro. Observámos o edifício por fora, passámos pelo interior e chegámos ao terraço. A vista estendia-se sobre as encostas arborizadas e as zonas habitadas, com a distância a suavizar os contornos da paisagem.

Depois dos panoramas sobre o centro de Budapeste nos dias anteriores, este mostrava outra relação entre a cidade e o relevo. Havia muito mais verde no primeiro plano, e tempo para algumas fotografias em família junto à balaustrada.

A descida voltou a fazer-se no teleférico. A vista abria-se na direção da cidade, enquanto as cadeiras percorriam a encosta. Pelo caminho ainda houve acenos e fotografias de uma cadeira para a outra.

O Danúbio visto de Gellért

Mais tarde chegámos à zona de Gellért. O Danúbio reapareceu como eixo da paisagem, agora visto de outro ponto alto. As pontes, os barcos e os quarteirões de Pest permitiam reconhecer lugares por onde já tínhamos passado.

Panorama do Danúbio e das margens de Budapeste visto de Gellért

Junto ao miradouro e à Estátua da Liberdade voltámos a parar. A figura erguida sobre o pedestal marcava o alto da colina; mais abaixo, a ponte branca e as fachadas alinhadas junto ao rio aproximavam novamente a vista da cidade habitada.

Tínhamos começado estes dias a olhar para Buda a partir de Pest. Agora, depois de percorrermos as duas margens, as ruas, os interiores e os parques, a vista sobre o Danúbio reunia muitos desses lugares. Era uma boa imagem para fechar a nossa passagem por Budapeste.

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