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Experiência

Cracóvia: as minas de sal de Wieliczka e os recantos da Cidade Velha

Polónia Cracóvia

Voltámos a sair de Cracóvia de autocarro, desta vez com destino às minas de sal de Wieliczka. A primeira parte do dia passou-se debaixo de terra, entre galerias, estruturas de madeira e capelas. Ao regressar, continuámos a descobrir a Cidade Velha, das antigas fortificações a alguns dos seus interiores menos visíveis da rua.

O edifício de acesso à mina de sal de Wieliczka

A descida à mina

Entrámos pelo acesso Daniłowicz e começámos a descer as escadas de madeira. Os lanços sucediam-se até chegarmos às galerias, onde os corredores escavados na rocha alternavam com passagens reforçadas por vigas.

O percurso apresentava o trabalho da mina através de ferramentas, mecanismos e cenas que reconstituíam a extração e o transporte do sal. Entre elas estavam representações de cavalos e dos equipamentos que moviam. Estas salas davam contexto aos corredores por onde avançávamos: antes de serem um percurso de visita, faziam parte de um espaço de trabalho.

A capela de Santa Kinga

A chegada à capela de Santa Kinga abriu uma perspetiva muito mais ampla. Do acesso elevado víamos o pavimento, os altares e os lustres, distribuídos num espaço que conservava as paredes de rocha da mina.

Vista geral da capela de Santa Kinga nas minas de Wieliczka

A capela reúne trabalho de escultura em sal realizado por mineiros. Nos relevos das paredes reconhecemos cenas religiosas, incluindo a Última Ceia e a Fuga para o Egito. A proximidade permitia passar da vista geral para o modo como as figuras e os planos tinham sido trabalhados na superfície.

Continuámos pelas câmaras e passagens da mina. Na câmara Michałowice, as estruturas de madeira subiam muito acima do caminho; na de Józef Piłsudski, a água ocupava a parte inferior do espaço. A alternância entre corredores estreitos e salas mais altas foi marcando o resto do percurso subterrâneo.

Já à superfície, ainda passámos pela Igreja de São Clemente e pelo edifício do poço Regis. Eram outros pontos de Wieliczka para além da entrada por onde tínhamos começado a visita.

De regresso às muralhas de Cracóvia

De volta à Cidade Velha, passámos sob a ligação elevada entre os edifícios do complexo Czartoryski e regressámos à Barbacã. Desta vez entrámos no recinto. O pátio e as galerias interiores acrescentavam uma perspetiva diferente ao exterior circular que tínhamos visto no primeiro dia.

O passeio levou-nos depois à Igreja de São Floriano, onde entrámos, e à Praça Matejko. No exterior, o monumento de Grunwald, com a figura equestre no alto, assinalava esta zona para lá das antigas muralhas.

Outros interiores da Cidade Velha

Voltámos a circular pelas ruas centrais, onde encontrámos também animação de rua. As últimas paragens incluíram o Feniks e a Piwnica pod Baranami, dois nomes que acrescentaram outros ambientes ao dia, depois das igrejas e das fortificações.

No Feniks, vimos a sala e a sua decoração, com o nome do espaço em destaque. Na Piwnica pod Baranami, o teto abobadado, os objetos e as paredes preenchidas davam ao interior um caráter mais recolhido. Ficaram como duas entradas breves no passeio pela Cidade Velha, sem que este dia se resumisse aos monumentos mais conhecidos.

Entre a descida à mina de manhã e estes recantos de Cracóvia ao fim do dia, tínhamos percorrido uma sucessão de espaços que pouco revelavam do exterior. No dia seguinte voltaríamos a Wawel e procuraríamos também outras vistas da cidade, desta vez do alto das torres.

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