Wawel voltou a ser o ponto de partida, mas desta vez fomos além dos pátios e dos exteriores. O dia passou pela catedral, por duas subidas que nos deram novas vistas de Cracóvia e por um regresso a Kazimierz.

Entre os sinos e as criptas de Wawel
Na catedral, subimos à torre dos sinos. A passagem entre a estrutura de madeira aproximava-nos dos sinos e das suas armações, enquanto as aberturas deixavam ver os telhados da cidade. Entre eles estava o sino de Sigismundo, fundido em 1520, cuja dimensão se tornava mais evidente quando estávamos ao seu lado.
A visita incluiu também as criptas, com os seus túmulos e espaços de memória. A descida para estas salas contrastava com a luz e as vistas que tínhamos encontrado no alto da torre.



Voltámos ao exterior da catedral e aos caminhos da colina. Os canteiros floridos acompanhavam os edifícios e, junto às muralhas, o Vístula voltava a aparecer, agora visto de cima.


Pela rua Kanonicza
Descemos novamente para a rua Kanonicza e entrámos na Igreja de São Martinho. O seu interior, mais contido, dava destaque ao altar e à pintura ao fundo, num espaço diferente das salas que acabávamos de visitar em Wawel.


Na Igreja de São Pedro e São Paulo, a escala voltou a mudar. Depois da fachada, percorremos o interior, observando a nave, a zona do altar e o órgão. Estas entradas foram pontuando o caminho de regresso à Praça do Mercado, sem nos afastarmos muito do eixo entre Wawel e o centro.



A Praça do Mercado vista do alto
No Rynek, subimos à Torre da Câmara Municipal. Do alto, a praça deixava de ser apenas o espaço por onde passávamos a pé: víamos as Sukiennice, as torres de Santa Maria e a disposição dos telhados em redor.
Noutra direção distinguia-se Wawel, onde tínhamos começado a manhã. A subida incluiu a passagem pelos espaços interiores da torre e pela zona do mecanismo do relógio. Era uma segunda perspetiva sobre Cracóvia, agora a partir do seu centro.




Kazimierz e a Sinagoga Tempel
Regressámos a Kazimierz e parámos na Plac Nowy, junto ao edifício circular conhecido como Okrąglak. Foi aqui que comemos zapiekanki, as compridas metades de pão gratinado com cobertura, numa pausa que fazia parte do ambiente desta praça.


A visita à Sinagoga Tempel trouxe outra mudança de espaço. Construída no século XIX, combina uma estrutura de inspiração renascentista com decoração mourisca. No interior, os vitrais, as galerias superiores e as superfícies pintadas davam muito para observar para além da vista geral da sala.
Entrar aqui acrescentou uma dimensão ao primeiro passeio por Kazimierz, que tinha passado sobretudo pelas ruas, praças e exteriores das sinagogas.



O regresso pela zona de Wawel
Ao voltar para o centro, passámos pela Igreja dos Bernardinos, onde entrámos, e depois pela Igreja de Santo André. Na primeira, a decoração do altar ocupava o fundo da nave; na segunda, um dos detalhes que vimos foi o púlpito em forma de barco.



O passeio prolongou-se até à noite. Depois das vistas das torres e dos interiores visitados ao longo do dia, regressávamos às ruas que já começavam a ligar entre si os diferentes pontos da nossa estadia. Restava ainda uma última manhã em Cracóvia.