Malta, Ilha de Gozo

Para chegar à ilha de Gozo apanhámos um ferry no porto de Cirkewwa, a viagem com o carro só é paga no regresso ao passar-se por uma espécie de portagem.

A viagem de barco é muito interessante com vistas sobre a ilha de Comino

O passeio pela ilha iniciou-se por uma visita à Cidadela de Victoria, no coração da ilha de Gozo, esta é uma fortaleza majestosa que remonta à época medieval, embora as suas origens se estendam até à época romana. Situada no ponto mais alto da cidade de Victoria (antigamente chamada Rabat)

A Cidadela foi durante séculos o principal refúgio dos habitantes da ilha contra invasões, especialmente as dos piratas otomanos. Dentro das suas muralhas encontram-se ruínas históricas, museus, antigas habitações e a imponente Catedral da Assunção, construída no século XVII. Do topo das suas muralhas, oferece-se uma vista panorâmica deslumbrante sobre toda a ilha de Gozo, tornando-se num local obrigatório para quem deseja compreender a herança histórica e defensiva desta pequena mas fascinante ilha maltesa.

Começámos por visitar a Catedral da Assunção no centro da Cidadela de Victoria, em Gozo, é uma joia da arquitetura barroca maltesa. Construída entre 1697 e 1711 sobre as fundações de uma antiga igreja medieval, a catedral é dedicada à Assunção da Virgem Maria, padroeira da ilha. Um dos seus elementos mais curiosos é o teto pintado com uma ilusão ótica em trompe-l’œil que representa uma falsa cúpula, já que a construção de uma real foi impedida por questões financeiras. No seu interior, encontram-se vários altares ricamente ornamentados e um museu com arte sacra. A catedral é não só um importante local de culto, mas também um símbolo da fé e da história do povo gozitano.

A visita da Catedral inclui ainda o respectivo museu.

De seguida fizemos um passeio pelas ameias da fortaleza de onde podemos visualizar tudo ao redor da Cidadela.

A próxima paragem foi na Gran Castello Historic House, um fascinante museu que recria a vida da nobreza urbana do século XVIII num conjunto de moradias interligadas datadas do início do século XVI.
No rés-do-chão e mezzanine, os visitantes encontram áreas reconstruídas com mobiliário da época, e espaços dedicados a ofícios tradicionais como agricultura, tanoaria e pedreiragem, realçados por um moinho movido por animais. O primeiro andar revela objetos ligados a artesanato local como tecelagem, fabrico de renda e indústria algodoal, expondo ainda mobiliário e utensílios domésticos das famílias de estatuto elevado
Reabilitado em 1983, este museu oferece uma viagem no tempo, providenciando uma visão profunda sobre a cultura quotidiana e as tradições de Gozo, desde os seus aspetos rurais até à vida social da elite.

Aqui comprámos um bilhete que nos dava acesso às outras atrações dentro da Cidadela, como por exemplo a antiga prisão.

Museu de História Natural.

Após a visita da Cidadela rumámos a Wied il-Għasri, pelo caminho parámos numa Igreja antiga que se encontrava fechada.

Wied il‑Għasri, também conhecido como Għasri Valley, é um recanto natural deslumbrante na costa oeste de Gozo, acessível a cerca de 2km de Għasri ou por uma pequena estrada desde Marsalforn. Esta enseada estreita forma um desfiladeiro em rocha calcária que termina no mar, onde escadarias esculpidas levam a uma pequena praia de seixos perfeita para nadar e fazer snorkeling em águas cristalinas e protegidas.

Não muito longe daqui encontram-se as Salt Pans de Gozo, situadas ao longo da costa de Marsalforn, são salinas centenárias escavadas na rocha calcária que ainda hoje são utilizadas para a produção artesanal de sal marinho. Datadas do tempo dos romanos, estas salinas refletem a tradição e engenho dos habitantes locais que, durante os meses de verão, recolhem o sal após a evaporação da água do mar. O padrão geométrico das piscinas e canais forma um cenário único e fotogénico, especialmente ao pôr do sol. Visitar este local é uma oportunidade para testemunhar uma prática ancestral que continua a fazer parte da vida quotidiana e da identidade cultural da ilha de Gozo.

O próximo ponto de interesse foi a Basílica do Santuário Nacional da Bem-Aventurada Virgem de Ta’ Pinu, situada entre Għarb e Għasri, é um dos santuários marianos mais venerados de Malta. Construída no local de uma antiga capela onde, segundo a tradição, em 1883 a Virgem Maria falou a uma camponesa, rapidamente se tornou um lugar de peregrinação, graças aos relatos de milagres e curas. A atual basílica, de estilo neo-românico, foi concluída em 1932 e destaca-se pela sua fachada imponente e interior decorado com vitrais coloridos e mosaicos que evocam a devoção mariana. Rodeada por um ambiente rural tranquilo, Ta’ Pinu é um local de introspeção e fé profunda, atraindo visitantes que procuram paz espiritual, inspiração religiosa ou simplesmente apreciar a arquitetura monumental e o cenário pitoresco onde está inserida.

Para almoçar parámos em Inland Sea, localizado em Dwejra, na costa oeste de Gozo, é um local de mergulho e snorkel verdadeiramente singular. Esta lagoa de água salgada encontra-se ligada ao mar por um túnel natural escavado na rocha, criando um ambiente calmo e protegido, ideal para explorar a vida marinha local. O acesso ao mar faz-se por uma ponte natural de pedra, o que confere ao local um ar quase místico, especialmente ao amanhecer. Para os mergulhadores, o Inland Sea oferece a possibilidade de nadar por dentro do túnel que dá acesso à fauna mais rica do mar aberto e de descobrir grutas e recantos escondidos.

De regresso à ilha principal, Malta, aproveitamos para relaxar e apreciar a paisagem.

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