Japão, Quioto #2

Hoje bem cedo a nossa guia foi-nos buscar ao hotel para nos levar até à Floresta de Bambu de Arashiyama, situada no distrito de Arashiyama Bamboo Grove, é um dos locais mais emblemáticos de Kyoto.

Para lá chegar tivemos de fazer uma pequena viagem de comboio seguida de uma caminhada.

Assim que chegamos deparamo-nos com os imponentes bambus, que se elevam vários metros acima dos visitantes, criam um ambiente sereno e quase mágico, especialmente ao amanhecer, quando a afluência é menor. O suave som das hastes de bambu a balançarem ao vento é considerado uma das paisagens sonoras mais características do Japão. O percurso pedonal atravessa a floresta e conduz a vários pontos de interesse da zona de Arashiyama, proporcionando uma experiência única de contacto com a natureza e uma excelente oportunidade para apreciar a beleza tranquila que caracteriza a antiga capital japonesa.

A partir daqui rumámos a Kinkaku-ji, também conhecido como Pavilhão Dourado, um dos templos mais famosos e visitados de Kyoto.

Originalmente construído em 1397 como residência do xogum Ashikaga Yoshimitsu, foi posteriormente convertido em templo zen-budista.

Os dois pisos superiores encontram-se revestidos a folha de ouro, refletindo-se de forma magnífica nas águas tranquilas do lago que o rodeia.

Inserido num jardim paisagístico cuidadosamente concebido, o Kinkaku-ji é considerado uma obra-prima da arquitetura japonesa e um símbolo da harmonia entre a natureza, a espiritualidade e a estética tradicional do Japão.

De seguida visitámos Ryoan-ji, um dos mais importantes templos zen-budistas de Kyoto, mundialmente conhecido pelo seu extraordinário jardim seco (karesansui), considerado uma das obras-primas da arte paisagística japonesa. Fundado em 1450, o templo convida à contemplação e à meditação através de um jardim composto por quinze rochas cuidadosamente dispostas sobre um leito de cascalho branco meticulosamente rastelado. Curiosamente, de qualquer ponto de observação, apenas catorze das quinze rochas podem ser vistas em simultâneo, um detalhe que simboliza a ideia zen de que a perfeição e a compreensão total estão além do alcance humano. Rodeado por jardins tranquilos, lagoas e vegetação exuberante.

Após o almoço deambulámos pelas ruas antigas de Gion.

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