Hoje a viagem foi longa, cerca de 390 km até chegar a Cusco, com 5 paragens pelo meio.

O primeiro ponto de interesse foi Pucará, uma pequena vila localizada no Altiplano peruano, conhecida por ser o berço da cultura Pucará, uma das civilizações mais antigas dos Andes, que floresceu entre 500 a.C. e 200 d.C. O Museu Lítico de Pucará, situado na vila, é um destaque imperdível para quem visita a região, exibindo uma rica coleção de artefatos arqueológicos desta cultura, como monólitos, esculturas e cerâmicas, incluindo os famosos “Toritos de Pucará”, que simbolizam união, proteção e progresso. Além disso, o museu oferece um olhar profundo sobre as tradições, o simbolismo religioso e os avanços arquitectónicos deste povo, tornando-se uma paragem obrigatória para os amantes de história e arqueologia.











De seguida rumámos a Apu Chimboya, uma montanha sagrada dos Andes peruanos que mede aproximadamente 5.489 metros acima do nível do mar, sendo considerada uma das moradas espirituais dos Apus, os espíritos protetores venerados pelas comunidades quechuas. Localizada na região de Cusco, perto do impressionante Nevado Ausangate, esta montanha destaca-se pela sua beleza natural e pela importância cultural e religiosa na cosmovisão andina. Associado a rituais tradicionais, como pagamentos à Pachamama (Mãe Terra), o Apu Chimboya simboliza a conexão profunda entre o povo andino e a natureza, sendo também um ponto de referência para os aventureiros que exploram os trilhos da região.









Antes da paragem para o almoço fomos visitar Raqchi e o seu Parque Arqueológico localizado na região de Cusco. Em Raqchi, os visitantes também podem apreciar o rico cenário natural, com vistas espetaculares dos Andes, e conhecer comunidades locais que mantêm vivas tradições artesanais e gastronómicas. É um lugar que combina história, cultura e espiritualidade num só destino.







Este parque arqueológico é conhecido pelo impressionante Templo de Wiracocha, dedicado ao deus criador na mitologia inca. Este templo destaca-se pelas suas colunas imponentes e pela sua estrutura singular, uma das maiores da arquitetura inca.







Além do templo, o sítio arqueológico abriga armazéns ou colcas, usados para guardar alimentos, um conjunto de recintos habitacionais e estruturas cerimoniais.








Por fim, antes de terminarmos a nossa viagem fomos até à pequena vila de Andahuaylillas, no Vale Sul de Cusco, a aproximadamente 40 km de Cusco. Situada a cerca de 3.100 metros de altitude, a vila faz parte de um circuito turístico conhecido como Rota Barroca Andina. Rodeada por um cenário montanhoso. típico dos Andes.






Aqui encontra-se a Capela de Andahuaylillas ou Igreja de São Pedro Apóstolo de Andahuaylillas, muitas vezes chamada de “Capela Sistina dos Andes”, é uma joia arquitectónica localizada no Vale Sul de Cusco. Construída no século XVII, esta igreja colonial impressiona pela sua simplicidade exterior, que contrasta com a riqueza do seu interior decorado com frescos deslumbrantes, altares dourados e obras de arte sacra no estilo barroco-andino. Entre os destaques estão os murais que retratam cenas bíblicas e detalhes da fusão entre a iconografia cristã e as tradições indígenas.






