O nosso primeiro dia de passeio por Paris, a 23 de maio de 2015, levou-nos da Ópera às margens do Sena e à Torre Eiffel. Pelo caminho, houve igrejas, praças, pontes e muitas ocasiões para parar: a cidade foi-se revelando tanto nos grandes monumentos como nos pormenores entre uma visita e a seguinte.

Da Ópera à Madeleine
Começámos diante do Palais Garnier. Ficámos pelo exterior, onde as colunas, as esculturas e os apontamentos dourados já davam bastante que observar. O edifício, desenhado por Charles Garnier e inaugurado em 1875, marca esta zona de Paris com uma fachada que parece feita para ser vista de longe e depois descoberta de perto.
Seguimos para a Madeleine. O seu exterior, rodeado de colunas, lembra um templo clássico; lá dentro, a escala continuava monumental, mas o olhar passava da fachada para a decoração e para o altar. Encontrámos também um grupo coral no interior, um dos momentos que ficou associado a esta passagem pela igreja.



Da Madeleine descemos até à Place de la Concorde. Depois das ruas e dos edifícios que nos tinham acompanhado, a praça abria a vista em várias direções. O obelisco e as fontes davam-lhe pontos de referência, mas havia também muito espaço à volta para percebermos a dimensão daquele encontro de avenidas.


Junto ao Sena
Aproximámo-nos do rio e continuámos o passeio pelas margens. A ponte Alexandre III trouxe uma mudança de escala: além da vista sobre o Sena, havia candeeiros, figuras esculpidas e ornamentos dourados que convidavam a olhar para a própria ponte.
Foi assim que avançámos em direção à Torre Eiffel, alternando as vistas mais largas do rio com pequenas paragens para observar o que tínhamos ao lado. As pontes ajudavam a ligar os dois lados da cidade, mas também acabavam por ser lugares onde o passeio abrandava.


A Torre Eiffel vista de baixo
Ao chegarmos à Torre Eiffel, aproximámo-nos dos pilares e passámos por baixo da estrutura. Vista dali, deixava de ser apenas a silhueta tão conhecida: o ferro cruzava-se sobre nós, enchendo o enquadramento e tornando mais evidente a dimensão da construção.
A torre foi erguida para a Exposição Universal de 1889. A sua origem ajuda a compreender aquele gesto de mostrar a engenharia em grande escala, com a estrutura à vista. Neste dia, conhecemo-la a partir do chão, entre os pilares e as perspetivas que se abriam ao afastarmo-nos.



Do outro lado do Sena, no Trocadéro, voltámos a vê-la inteira. Os jardins e o espaço à sua frente davam-lhe uma moldura diferente da que tínhamos acabado de percorrer. Aproveitámos também para ficar os dois na fotografia, com a torre ao fundo.

O regresso entre pontes e palácios
No regresso passámos pela zona da ponte de l’Alma, onde encontrámos a Flamme de la Liberté, e continuámos até ao Petit Palais e ao Grand Palais. Ficámos a observar os exteriores: a entrada ornamentada de um e a grande cobertura envidraçada do outro acrescentavam novas formas ao passeio junto ao rio.



Voltámos depois à Concorde. Desta vez, aproximámo-nos de alguns dos elementos que antes tínhamos visto no conjunto da praça. A fonte e os hieróglifos do obelisco mereceram essa segunda atenção, mais concentrada nos detalhes do que na vista geral.


O dia terminou com uma mudança de ambiente no Passage Jouffroy. Às grandes avenidas e aos espaços abertos sucederam-se a passagem coberta, as montras e a luz que entrava pela cobertura de vidro. Era outra escala de Paris, mais próxima, para fechar um primeiro percurso dominado por alguns dos seus cenários mais reconhecíveis.

