O último dia em Paris, 27 de maio, ficou centrado no Musée d’Orsay. Depois do Louvre, voltámos a dedicar uma parte do passeio a um museu, desta vez num edifício onde a antiga função de estação continuava muito presente.

Uma estação transformada em museu
O relógio e a grande nave davam logo uma identidade ao espaço. A estação de Orsay foi construída para a Exposição Universal de 1900; transformada em museu, abriu ao público em 1986. Percorrer aquele interior era, por isso, visitar as coleções e observar também a adaptação do edifício.
Entre as primeiras paragens encontrámos uma maquete em corte do Palais Garnier. O edifício que tínhamos visto por fora no início da viagem aparecia agora aberto, permitindo perceber a organização dos seus espaços. Mais adiante, o grupo escultórico de Carpeaux, com figuras a sustentar o globo, trouxe-nos de volta à escultura em tamanho real.


Pintura e escultura ao longo do percurso
Continuámos pelas salas, passando pela grande composição de Thomas Couture, Os Romanos da Decadência, e por um autorretrato de Van Gogh. A diferença de escala entre as duas pinturas mudava também a distância a que parávamos para as observar.
Encontrámos ainda A Porta do Inferno, de Rodin, com as suas figuras a ocupar a superfície da porta. A alternância entre pintura e escultura foi marcando a visita, sem a separar em dois percursos: os volumes e as telas sucediam-se nas mesmas horas passadas dentro do museu.



Nas salas seguintes voltámos a parar diante das pinturas, incluindo O Almoço na Relva, de Manet. Vimos também uma copista a trabalhar, com a sua tela montada diante de uma obra. Ao lado dos quadros concluídos, havia assim alguém a observar e a pintar, num trabalho que aproximava o museu do gesto de fazer uma imagem.
Entre essas paragens, guardámos também uma fotografia nossa no interior. A visita ia ficando ligada tanto às obras como ao próprio percurso pelas salas.



Uma última vista sobre o Sena
No terraço, voltámos a olhar para Paris. O Sena estava lá em baixo e, do outro lado, reconheciam-se o Louvre e a zona das Tuileries. Depois de termos percorrido as margens e navegado no rio, esta era mais uma perspetiva sobre lugares que já faziam parte da viagem.
Fizemos uma fotografia dos dois com a cidade atrás. A saída para o exterior interrompia por momentos a concentração nas obras e devolvia-nos a paisagem urbana que nos tinha acompanhado nos dias anteriores.


Já à saída, ainda parámos junto às esculturas e à fachada do museu. Visto de fora, o edifício completava a visita iniciada sob o grande relógio: a antiga estação tinha sido um lugar para conhecer arte, mas também a última grande paragem deste passeio por Paris.


Era depois tempo de regressar a Lisboa. Ficavam os dias passados entre museus, igrejas, jardins e ruas, com o Sena a reaparecer em diferentes momentos. Orsay deu-nos uma despedida que juntou duas partes da viagem: as obras vistas de perto e a cidade observada de novo, do outro lado das janelas e do terraço.