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Experiência

Paris: Sainte-Chapelle, Quartier Latin e um passeio pelo Sena

França Paris

A 24 de maio, o passeio levou-nos ao coração de Paris: atravessámos a Île de la Cité, entrámos na Sainte-Chapelle e na Conciergerie e continuámos pelo Quartier Latin. Os vitrais da Sainte-Chapelle antecipam aqui um dos interiores do dia, que acabaria com a cidade vista a partir do Sena.

Abóbada e vitrais da capela superior da Sainte-Chapelle

De Saint-Eustache à Île de la Cité

Começámos pela zona de Saint-Eustache, entre as bancas do mercado e a igreja. Entrámos para observar o interior e, cá fora, encontrámos a grande cabeça de pedra de L’Écoute. A proximidade entre o mercado, a escultura e o edifício religioso fazia daquela praça um lugar com várias coisas a acontecer ao mesmo tempo.

Seguimos até ao Centre Pompidou, que vimos pelo exterior. A estrutura e as tubagens expostas contrastavam com as fachadas em redor. Na praça Stravinsky, as figuras coloridas da fonte acrescentavam outra nota ao percurso; pouco depois, entrámos na igreja de Saint-Merri.

Estas mudanças foram marcando a manhã: de uma praça aberta para um interior, da arquitetura mais recente para a pedra trabalhada de uma igreja. O passeio continuou pela Tour Saint-Jacques, vista de fora, antes de nos aproximarmos do Sena e da Conciergerie.

Do lado do rio, as torres da Conciergerie anunciavam a entrada noutra parte da história de Paris. Atravessámos para a Île de la Cité, onde concentrámos as visitas seguintes.

A cor da Sainte-Chapelle e a pedra da Conciergerie

Na Sainte-Chapelle, a visita começou pela capela inferior, com a sua abóbada azul e a decoração pintada. Depois subimos à capela superior, onde os vitrais tomavam conta das paredes. Entre a altura das janelas, os desenhos do vidro e a rosácea, havia muito para observar sem sair do mesmo espaço.

Mandada construir por Luís IX para guardar relíquias da Paixão de Cristo, a capela ficou concluída em 1248. Essa função ajuda a perceber o cuidado dado ao edifício: o espaço destinava-se a envolver objetos de enorme importância religiosa para o rei. Durante a nossa visita, foram sobretudo a cor e a verticalidade que conduziram o olhar.

Na Conciergerie, o percurso foi bastante diferente. A grande sala abobadada permitia ver a dimensão do antigo palácio medieval, enquanto os espaços ligados à prisão nos aproximavam da sua história durante a Revolução Francesa.

Passámos pela capela associada à memória de Maria Antonieta e pelas reconstituições museológicas. A rainha esteve presa na Conciergerie antes da execução; esse episódio tornava mais concreto o contraste entre o edifício palaciano e o seu uso como lugar de detenção.

Notre-Dame e o Memorial da Deportação

Continuámos até Notre-Dame. Neste dia ficámos pelo exterior, diante da fachada e das duas torres. A visita ao interior ficaria para mais tarde na viagem; por agora, a catedral fazia parte do percurso pela ilha.

Fachada de Notre-Dame, vista durante o passeio pela Île de la Cité

Atrás da catedral visitámos o Memorial dos Mártires da Deportação. O espaço dedicado à memória dos deportados da Segunda Guerra Mundial trouxe uma pausa ao passeio. Os pontos de luz, as inscrições e a contenção da arquitetura davam à visita um tom muito diferente do movimento que tínhamos encontrado nas ruas.

Pelo Quartier Latin

Na margem esquerda, acompanhámos as bancas dos bouquinistes junto ao Sena e entrámos na zona do jardim René-Viviani e de Saint-Julien-le-Pauvre. Depois de várias visitas monumentais, o percurso fazia-se agora também de recantos, fachadas e ruas mais estreitas.

Entrámos em Saint-Séverin, onde a coluna retorcida e os vitrais de desenho abstrato mereceram uma paragem. No mesmo interior, a pedra das abóbadas e as manchas de cor do vidro ofereciam formas muito diferentes de olhar para cima. De volta à rua, continuámos pelo Quartier Latin.

O passeio passou pela Sorbonne e seguiu até ao Jardim do Luxemburgo. Junto ao lago, os pequenos barcos e a fachada do palácio compunham um cenário mais aberto do que as ruas que tínhamos acabado de percorrer. Vimos também o exterior do Panthéon, cuja parte superior estava então coberta pelas obras.

Não entrámos nesses edifícios neste percurso. A ligação entre eles fez-se pelo passeio, com o jardim a dar espaço para olhar a cidade a outro ritmo antes de regressarmos à zona do rio.

Paris a partir do Sena

Depois de tanto caminho a pé, fizemos um passeio de barco no Sena. Sentados no exterior, víamos as margens aproximarem-se e afastarem-se à medida que o barco avançava. Alguns lugares já nos eram familiares, mas a altura da água e a passagem sob as pontes mudavam a perspetiva.

Voltámos a encontrar a ponte Alexandre III e a Torre Eiffel, agora a partir do rio. Mais adiante, a cúpula do Institut de France e os arcos das pontes foram entrando na sequência do passeio. Havia tempo para olhar sem decidir a próxima rua por onde seguir.

Fechámos o dia no Grand Café Capucines. A decoração do interior prolongava a atenção aos espaços que nos tinha acompanhado desde a manhã, agora à escala de uma mesa e de uma sala. Entre igrejas, o memorial, jardins e o passeio de barco, tinha sido um dia cheio, com o Sena a ligar várias das suas etapas.

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