A 26 de maio regressámos a Notre-Dame para conhecer o interior. O resto do dia levou-nos a ambientes muito diferentes: os edifícios de La Défense, o complexo de La Villette e, à noite, um jantar com espetáculo no Lido de Paris.

Dentro de Notre-Dame
Dois dias antes tínhamos ficado diante da fachada; agora entrámos na catedral. A vista ao longo da nave deixava perceber a altura das abóbadas e a sucessão de colunas. Ao avançarmos, os vitrais e os detalhes esculpidos iam ganhando espaço na visita.
A construção da catedral gótica começou no século XII, em 1163. No interior, essa história não se resumia à escala do edifício: havia também pequenas cenas e elementos decorativos para observar de perto. Detivemo-nos na rosácea, nos relevos junto ao coro e nas perspetivas em direção à cruz.



Visitámos também o tesouro de Notre-Dame. Depois da amplitude da nave, o percurso aproximava-nos de objetos expostos em vitrinas, incluindo peças de ourivesaria religiosa e relicários. Era uma forma diferente de olhar para a catedral, agora através dos objetos ligados à sua vida religiosa.



Quando voltámos ao exterior, passámos pelo Hôtel de Ville. Ficámos diante da fachada, cuja extensão e decoração davam outra presença monumental a esta parte da cidade, antes de mudarmos de zona.

A escala de La Défense
Em La Défense, o cenário mudou para torres, vidro e uma esplanada ampla. A Grande Arche marcava uma das extremidades, com a sua abertura quase quadrada a enquadrar o céu. Concluída em 1989, fazia um contraste evidente com a arquitetura que nos tinha ocupado a manhã.
Percorremos o espaço entre os edifícios e parámos junto às esculturas coloridas de Miró. As formas e as cores destacavam-se contra as fachadas mais regulares das torres e deram também o cenário para uma fotografia. A nossa passagem ficou por este contacto com o exterior do bairro.



Uma passagem por La Villette
Seguimos depois para La Villette e para a zona da Cité des Sciences et de l’Industrie. Aqui, o passeio fez-se pelo complexo, observando os edifícios e os elementos que o rodeiam. Não visitámos as exposições da Cité des Sciences.
Vimos o Argonaute pelo exterior e aproximámo-nos da Géode. O casco do submarino e a esfera espelhada criavam dois pontos de atenção muito diferentes: num, a forma de uma embarcação; no outro, os reflexos do espaço em redor.
Ficámos por essa passagem, sem entrar no Argonaute nem assistir a uma sessão na Géode. Junto da esfera ainda fizemos uma fotografia dos dois, antes de dar por concluída esta parte do passeio.



Jantar e espetáculo no Lido
À noite fomos ao Lido de Paris, nos Champs-Élysées. Jantámos no local e assistimos ao espetáculo, juntando a refeição e a saída noturna no mesmo programa.
À mesa, a sala e o palco já faziam parte do ambiente. Depois de um dia passado entre visitas e deslocações pela cidade, ficámos ali para acompanhar o espetáculo. Entre a mesa posta, os músicos, o palco e uma fotografia dos dois, este final de dia ganhou um ritmo diferente do passeio.





Foi um dos dias mais variados da viagem: começou nas abóbadas de Notre-Dame, passou pela arquitetura recente e acabou numa sala de espetáculo. No dia seguinte voltaríamos aos museus, para a última visita antes da despedida de Paris.