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Experiência

Praga: Josefov, o Museu Nacional e uma noite no Teatro Nacional

Chéquia Praga

A manhã de 12 de junho começou em Josefov, sob chuva. Depois do Castelo e das torres, fomos conhecer outra parte da história de Praga, antes de seguir para a Praça Venceslau e o Museu Nacional. O dia prolongou-se pela Cidade Nova, por uma refeição na U Fleků e por uma noite de ópera no Teatro Nacional.

Exterior da Sinagoga Velha-Nova

Josefov e o Antigo Cemitério Judaico

Começámos por observar o exterior da Sinagoga Velha-Nova, com a fachada de pedra e as inscrições sobre a entrada. A partir dali, o percurso pelo bairro levou-nos ao Antigo Cemitério Judaico.

Entre árvores e caminhos, as lápides apareciam muito próximas, inclinadas em diferentes direções. A chuva mantinha-nos de guarda-chuva aberto enquanto avançávamos pelo recinto. A concentração das pedras, as inscrições e a vegetação davam ao lugar um caráter muito próprio, que não precisava de grandes dimensões para se tornar marcante.

Nas ruas de Josefov encontrámos também o monumento a Franz Kafka, com a figura do escritor sobre uma forma humana sem rosto. Depois entrámos na Sinagoga Espanhola, onde a decoração da cúpula e das galerias criava um ambiente completamente diferente do cemitério.

Construída em 1868, a sinagoga recebeu o nome pela decoração de inspiração mourisca, associada à Alhambra. Dourados, padrões geométricos e arcos cobriam o interior. A manhã incluiu ainda uma passagem pelo exterior da Sinagoga Maisel.

Do Rudolfinum à Praça Venceslau

Seguimos para o Rudolfinum. Observámos o edifício a partir da praça e entrámos no vestíbulo, entre colunas e pavimento desenhado. A passagem ficou por esses espaços, antes de regressarmos às ruas da cidade.

O passeio levou-nos depois até à Praça Venceslau. A forma comprida da praça aproximava-a de uma avenida, com o Museu Nacional a fechar a perspetiva no alto. Pelo caminho, passámos pela fachada do Hotel Evropa e aproximámo-nos da estátua de São Venceslau.

Junto ao museu, parámos também no memorial a Jan Palach e Jan Zajíc. A cruz integrada no pavimento introduzia uma presença discreta entre a circulação da praça e a monumentalidade do edifício.

Por dentro do Museu Nacional

Entrámos no Museu Nacional e começámos pelos seus grandes espaços interiores. O edifício histórico, inaugurado em 1891, reservava para a entrada uma escadaria ampla, colunas e sucessivos níveis de galerias. No Panteão, a decoração prolongava-se até à cobertura.

A visita de 2011 incluiu as coleções de história natural. Passámos pelos grandes animais expostos e pelo esqueleto de baleia suspenso na sala, cuja dimensão se tornava evidente ao caminhar por baixo dele. A arquitetura e as peças dividiam a atenção: ora olhávamos para as vitrinas, ora para os espaços que as acolhiam.

Pela Cidade Nova até à U Fleků

De volta à rua, continuámos pela Cidade Nova. Passámos por ruas ladeadas de edifícios altos e pela torre da sua Câmara Municipal, observada do exterior, seguindo depois até à U Fleků.

A fachada amarela e o relógio assinalavam a chegada à cervejaria. A história do estabelecimento está documentada desde 1499, quando a casa foi adquirida por um produtor de malte.

Sentámo-nos numa das salas, com mesas e revestimentos de madeira. Houve cerveja escura, refeição e um músico na sala; antes de sair, passámos também pelo pátio. Foi uma pausa mais demorada no percurso, num espaço em que a comida e a cerveja faziam parte do ambiente da visita.

Regresso ao Vltava

Depois da refeição descemos até ao rio. O passeio levou-nos pelas fachadas da margem e pela zona mais próxima da água, entre barcos atracados e pessoas a passear. Parámos junto ao Vltava, deixando por momentos os interiores e as praças para trás.

A Casa Dançante trouxe outra linguagem arquitetónica ao percurso. Observámo-la do exterior, com a torre de vidro a parecer inclinar-se junto da parte mais sólida do edifício.

Concluída em 1996, a obra de Vlado Milunić e Frank Gehry introduzia linhas curvas e volumes irregulares numa frente urbana de fachadas muito mais alinhadas. A comparação com um par a dançar tornava-se fácil de compreender ao vê-la da rua.

Exterior da Casa Dançante

Uma noite de ópera no Teatro Nacional

Seguimos depois para o Teatro Nacional, agora para entrar e assistir a uma ópera. O título já não ficou na memória, mas a sala, os camarotes e a orquestra no fosso fazem parte dessa noite em Praga.

O teatro abriu pela primeira vez em 1881, sofreu um incêndio nesse mesmo ano e reabriu em 1883. A sua história liga-se ao empenho na criação de um palco nacional checo, e a riqueza da decoração era visível do pano de cena ao teto.

Ocupámos os nossos lugares e assistimos à ópera. Depois de Josefov, do museu e do passeio junto ao rio, terminámos o dia dentro de um dos edifícios que tínhamos conhecido pelo exterior na primeira tarde.

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