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Experiência

Bali: Ubud, os arrozais de Tegallalang e os templos de Gunung Kawi

Indonésia Bali

Saímos de Nusa Dua para conhecer Ubud, os arrozais e os templos do interior de Bali. Contratámos um carro com motorista, como fizemos noutras saídas durante a estadia. Combinávamos os locais que queríamos conhecer com as sugestões dele, que também nos ia orientando ao longo do percurso.

O mercado de Ubud entre bancas e corredores

Pelo centro de Ubud

Começámos por Ubud e pelo seu mercado. Entre as bancas e os corredores havia cestos, tecidos, pequenas peças de artesanato e produtos à venda. Nas passagens mais estreitas, cruzávamo-nos com vendedores e visitantes, enquanto as motas ocupavam parte do espaço junto às lojas.

Durante o passeio, encontrámos também um grupo de mulheres sentado no chão, a trabalhar com folhas e alimentos dispostos em tabuleiros. Ficámos a observar aquela preparação coletiva, sem participar nela.

Passámos pelo palácio de Ubud. O pórtico, com a pedra esculpida a enquadrar o tijolo avermelhado, abriu uma pausa no percurso entre o mercado e as ruas do centro.

O pórtico do palácio de Ubud

Seguimos para o templo Saraswati. O tanque coberto de folhas de lótus separava a rua da zona dos pavilhões, e havia flores abertas entre a vegetação. Aproximámo-nos das escadas e dos relevos de pedra, onde os detalhes esculpidos ocupavam quase toda a superfície.

Um pequeno passeio e o almoço diante dos arrozais

Antes do almoço, fizemos um pequeno percurso por escadas e caminhos rodeados de vegetação, junto a um curso de água. A poucos passos dos edifícios, o cenário mudava para árvores, margens rochosas e água a correr entre as pedras.

Continuámos até aos arrozais de Tegallalang. Os socalcos acompanhavam o declive do vale, com palmeiras pelo meio e caminhos estreitos a ligar os diferentes patamares. A vista permitia seguir as curvas dos campos de um lado ao outro da encosta.

Almoçámos num restaurante diante dos arrozais. A paisagem prolongou-se assim pela pausa da refeição, antes de retomarmos o percurso pelos templos.

Gunung Kawi Sebatu — Tanques e jardins

A paragem seguinte foi em Gunung Kawi Sebatu. Aqui, a água aparecia por todo o recinto: nos tanques, nas pequenas fontes e no lago que refletia os pavilhões. Percorremos os caminhos entre a vegetação e as construções, com o sarongue colocado à cintura.

Junto às fontes, as figuras de pedra acompanhavam a borda do tanque. Mais adiante, os pavilhões e os santuários ficavam enquadrados por árvores, enquanto uma estátua se erguia no meio da água. O percurso fazia-se entre estes espaços, com jardins a separá-los.

Gunung Kawi, em Tampaksiring — Os santuários na rocha

Apesar do nome semelhante, a visita seguinte levou-nos a outro lugar: Gunung Kawi, em Tampaksiring. Descemos por escadas, entre arrozais e palmeiras, até chegar ao vale. O acesso passava por um corredor aberto na rocha antes de se revelar o conjunto dos grandes santuários esculpidos na encosta.

Estes monumentos, geralmente datados do século XI e associados à antiga realeza balinesa, imitam edifícios dentro de nichos talhados na parede rochosa. A escala percebia-se melhor à medida que nos aproximávamos e distinguíamos os degraus, as molduras e os remates de cada um.

Continuámos a visita junto ao rio Pakerisan, entre passagens, pequenos espaços escavados e outros grupos de santuários. A água e a vegetação acompanhavam o recinto, mas a pedra talhada dava-lhe um caráter muito diferente dos jardins de Sebatu.

Goa Gajah — A última visita do percurso

Terminámos as visitas em Goa Gajah. Depois da descida até ao recinto, encontrámos os tanques com figuras de pedra a verter água e a entrada da gruta, rodeada por um grande relevo esculpido. A abertura escura parecia uma boca no meio daquela fachada.

Entrámos na gruta e continuámos depois pelos caminhos exteriores, entre raízes, árvores e pequenos cursos de água. O lugar reúne vestígios de tradições hindus e budistas, mas o nosso percurso fez-se sobretudo à escala daqueles espaços: a entrada na rocha, os tanques e a vegetação que os rodeava.

O dia tinha começado entre as bancas de Ubud e acabou entre as pedras e as árvores de Goa Gajah. Pelo meio ficaram os arrozais e dois templos com nomes próximos, mas com cenários bem distintos.

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