Noutro dos nossos passeios pela ilha, voltámos a sair de Nusa Dua com um carro e motorista. O percurso levou-nos a Klungkung e a três templos: Besakih, Kehen e Tirta Empul. Entre as visitas, fizemos uma pausa para almoçar com vista para os arrozais.

Klungkung — Pavilhões, pinturas e memória histórica
Em Semarapura, visitámos o conjunto de Kertha Gosa, ligado ao antigo reino de Klungkung. O pavilhão Bale Kambang erguia-se no meio de um tanque, com folhas de lótus à volta. Percorremos os jardins e os pavilhões, passando das vistas sobre a água para os tetos cobertos de pinturas.
Kertha Gosa teve funções de tribunal. A mesa e as cadeiras trabalhadas ainda ajudavam a perceber esse uso, enquanto os painéis pintados ocupavam o teto em sucessivas faixas de figuras e cenas. Junto aos jardins, o antigo pórtico completava o conjunto.



Passámos também pelo Monumento Puputan Klungkung e entrámos no espaço expositivo da sua base. O monumento recorda a resistência do reino às tropas coloniais neerlandesas, que culminou em 28 de abril de 1908. A visita acrescentou esse contexto histórico ao percurso pelo antigo complexo real.


Besakih — A visita e as oferendas
Seguimos para Besakih, um grande conjunto de templos nas encostas do monte Agung. A subida pelas escadas foi revelando pórticos, pátios e torres com vários telhados sobrepostos. Havia pessoas a circular entre os diferentes espaços, algumas com guarda-chuvas, e grupos reunidos junto aos santuários.
Dentro do templo, tivemos um guia próprio, distinto do motorista que nos acompanhava nas deslocações. Foi com ele que fizemos a visita a Besakih.



Durante esse acompanhamento, o guia levou-nos a participar numa cerimónia com oferendas. Sentámo-nos com as pequenas composições de folhas e flores nas mãos. Este momento fez parte da nossa visita, para além do percurso pelas escadas e pelos pátios do complexo.


Uma pausa diante dos arrozais
Depois de Besakih, parámos para almoçar num restaurante com vista para os arrozais. Os campos estendiam-se pelo vale em patamares largos, entre árvores e faixas de vegetação.
Da mesa conseguíamos acompanhar esse desenho na paisagem. Foi a pausa entre a visita a Besakih e a continuação do percurso, sem sairmos ainda para o regresso a Nusa Dua.


Kehen — Escadas e santuários em Bangli
A visita seguinte foi ao templo Kehen, em Bangli. A fachada escalonada, com a pedra escurecida e os pórticos trabalhados, marcava o acesso. No recinto, passámos entre santuários decorados, esculturas e pavilhões.
As portas douradas e os tecidos claros destacavam-se sobre a pedra. Noutro ponto do pátio, uma torre de telhados sobrepostos subia acima das restantes construções, com as árvores a fechar o fundo.



Tirta Empul — A água no centro do templo
Terminámos o percurso em Tirta Empul. A água das suas nascentes é considerada sagrada no hinduísmo balinês, e os tanques são utilizados em práticas de purificação. Junto às fontes, observámos as pessoas dentro de água, alinhadas diante das bicas.
Sobre a pedra, junto aos pontos de saída da água, acumulavam-se pequenas oferendas. A fila de fontes, o movimento dos visitantes e a água a cair para o tanque concentravam ali grande parte da atividade.


Continuámos pelo recinto até ao tanque da nascente, onde a água clara deixava ver o fundo. Passámos ainda pelos pavilhões de madeira pintada e dourada antes de terminar a visita.


Entre Klungkung e Tirta Empul, o dia juntou a história de um antigo reino, a visita acompanhada a Besakih e os espaços de culto de Kehen e Tirta Empul. A participação nas oferendas ficou ligada especificamente a Besakih; nos outros lugares, seguimos o nosso percurso de visita e observação.