Depois dos dias em Cracóvia, a viagem pela Polónia continuou em Varsóvia. O primeiro passeio começou já ao fim da tarde de 7 de agosto. Entre a Cidade Nova e a Cidade Velha, fomos conhecendo as ruas que nos levariam até à Praça do Castelo, passando pelas muralhas e pelas fachadas coloridas da Praça do Mercado.

Da memória à Praça da Cidade Nova
Começámos junto ao Monumento aos Caídos e Assassinados no Leste. A estrutura carregada de cruzes, sobre um vagão ferroviário, introduzia uma dimensão da cidade que voltaríamos a encontrar nos dias seguintes: a memória inscrita nos espaços públicos.
Seguimos pela rua Bonifraterska, passando diante da Igreja de São João de Deus, e chegámos à Praça da Cidade Nova. A fonte de ferro e a cúpula verde da Igreja de São Casimiro marcavam aquele espaço aberto, antes de voltarmos às ruas mais estreitas.



A designação Cidade Nova distingue esta zona do núcleo mais antigo, mas não descreve um bairro de edifícios contemporâneos. Na rua Freta, o percurso continuou entre fachadas históricas e igrejas, com São Jacinto e o Espírito Santo a antecederem a chegada ao Barbacã.
As paredes de tijolo e a passagem fortificada tornavam visível a antiga função defensiva daquele limite da cidade. Dali entrámos na Cidade Velha.



As fachadas da Praça do Mercado
Na Praça do Mercado, o espaço voltou a alargar-se. As esplanadas ocupavam parte do pavimento e as casas alinhavam-se em redor, com telhados de alturas diferentes, pinturas e ornamentos nas fachadas. Ao centro, a sereia com espada e escudo dava forma a um dos símbolos de Varsóvia.
Por detrás desta continuidade de ruas e praças há uma história de reconstrução. Grande parte do centro histórico foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial. A recuperação do pós-guerra procurou restituir o traçado e a imagem urbana anteriores à destruição, recorrendo a documentação histórica. Esse trabalho está na origem da inscrição do centro histórico na lista do Património Mundial da UNESCO, em 1980.
Percorremos a praça entre as esplanadas e a fonte da sereia. As diferenças entre as fachadas davam motivos para olhar tanto para o conjunto como para os detalhes, sem ser necessário sair daquele espaço.


Até à Praça do Castelo
O passeio prosseguiu até ao Castelo Real. Vimos a fachada e a torre pelo exterior, antes de nos voltarmos para a praça e para a Coluna de Sigismundo. A estátua elevada sobre a coluna contrastava com a extensão aberta do pavimento, por onde circulavam visitantes e habitantes.


Este primeiro fim de tarde deu-nos um percurso de referência para os dias seguintes: a Cidade Nova, as muralhas, a Praça do Mercado e o Castelo. Ainda havia muito por conhecer para além deste núcleo, mas a estadia em Varsóvia começava com uma ligação concreta entre as suas ruas e praças.