Neste terceiro dia em Varsóvia regressámos à margem do Vístula para visitar o Centro de Ciência Copérnico. Depois de o termos visto pelo exterior na véspera, dedicámos boa parte do dia às suas experiências. Pela tarde, voltámos ao centro antigo, desta vez com paragens em igrejas, no pátio do Castelo Real e nos lugares de memória da cidade.

Experimentar no Centro de Ciência Copérnico
Antes de chegarmos ao centro, passámos pelo monumento a Copérnico, diante do Palácio Staszic. A figura do astrónomo dava o nome ao destino da manhã, mas a visita abrangia muito mais do que astronomia.
No interior, fomos passando entre experiências que convidavam a participar. Havia mecanismos para pôr em movimento, instalações ligadas ao corpo humano e dispositivos em que a ação do visitante fazia parte da demonstração. Numa das bicicletas, um esqueleto acompanhava o movimento de quem pedalava; noutras experiências, o corpo e os seus gestos tornavam-se parte da instalação.




Saímos também para os espaços junto ao rio. No exterior, os tubos metálicos de uma instalação acústica prolongavam a relação entre ciência e participação. O planetário fazia parte da paisagem do complexo, mas não assistimos a nenhuma sessão.
Voltámos depois às experiências interiores. A passagem entre salas e espaços abertos marcou esta parte do dia, antes de retomarmos o passeio pela cidade.


Igrejas e pátios ao longo de Krakowskie Przedmieście
De regresso a Krakowskie Przedmieście, entrámos na Basílica da Santa Cruz. A nave, os altares e os candeeiros ocupavam um espaço muito diferente dos ambientes interativos da manhã.
A ligação a Chopin, que tínhamos acompanhado no dia anterior, também passa por esta igreja: o coração do compositor foi trazido para Varsóvia e encontra-se guardado num dos seus pilares. É uma parte da história do edifício, para além da sua presença monumental nesta avenida.
Passámos pelo portão da Universidade e pelos espaços exteriores do campus histórico. Mais adiante, entrámos na Igreja das Visitandinas, cuja decoração interior acrescentou outra paragem ao percurso antes da chegada à Praça do Castelo.



O pátio do Castelo e as igrejas da Cidade Velha
No Castelo Real, passámos da praça para o pátio. As fachadas fechavam o espaço em redor, com a torre a erguer-se sobre os telhados e as janelas a organizarem os vários lados do conjunto. Foi por este exterior e pelo pátio que continuámos a conhecer o edifício.


Seguimos para a Catedral de São João. No interior, as nervuras das abóbadas e os pilares altos conduziam o olhar ao longo da nave. À saída, havia movimento de um casamento junto à igreja, com convidados e automóveis à porta.
Entrámos também na vizinha Igreja de Nossa Senhora das Graças. O altar com a imagem rodeada por uma grande auréola dourada distinguia-se no espaço claro da igreja. Estas visitas acrescentavam interiores ao percurso pelas praças e ruas que já conhecíamos.



A memória da Insurreição na Praça Krasiński
Na Praça Krasiński, encontrámos o Monumento à Insurreição de Varsóvia. As figuras de combatentes distribuem-se por dois grupos: um em movimento sob uma estrutura monumental e outro junto a uma entrada para os esgotos. Essa segunda parte recorda a utilização da rede subterrânea nas deslocações e na evacuação durante os combates de 1944.
Depois da visita ao museu na véspera, o tema surgia agora no espaço da cidade. Percorremos o conjunto escultórico, vendo os diferentes grupos e a relação do monumento com os edifícios da praça.



Nas proximidades, passámos pelo Palácio Krasiński e pelos seus jardins. A fachada barroca e os canteiros ofereciam outro enquadramento à mesma zona, entre o palácio e a arquitetura contemporânea do Supremo Tribunal.


Entre a Cidade Nova e os sinais de memória
O passeio voltou a levar-nos às ruas do centro antigo e à zona do Barbacã. Na rua Freta, vimos a fachada da casa natal de Maria Skłodowska-Curie, identificada por um mural com referências ao polónio e ao rádio. A nossa passagem ficou pelo exterior.
Mais tarde, parámos junto a um marcador do limite do gueto. A inscrição sobre o muro do gueto, com as datas de 1940 a 1943, introduzia uma história distinta da Insurreição de 1944, embora ambas pertençam à memória da ocupação de Varsóvia.
Passámos pelo Museu Maria Skłodowska-Curie. Este edifício histórico é a casa natal da famosa cientista e serve hoje como um museu biográfico dedicado à sua vida e descobertas científicas. A fachada destaca-se por um mural colorido que ilustra a cientista com os elementos químicos que ela descobriu: o Rádio (Ra) e o Polónio (Po).


Ao final do dia, vimos uma longa faixa alusiva a 1944 estendida no chão. Várias pessoas escreviam mensagens, enquanto outras acompanhavam a iniciativa. A lembrança dos acontecimentos aparecia assim também numa manifestação pública, para além dos museus, das placas e dos monumentos.

O dia tinha começado com experiências científicas e terminado entre sinais da história de Varsóvia. O regresso à Cidade Velha permitiu conhecer novos espaços e acompanhar a forma como diferentes memórias permaneciam presentes nas suas ruas.