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Experiência

Varsóvia: Chopin, o Vístula e a cidade vista do alto

Polónia Varsóvia

O primeiro dia completo em Varsóvia levou-nos bastante para além do percurso da véspera. Começámos entre as ruas do centro e o Museu Chopin, aproximámo-nos do Vístula e subimos ao Palácio da Cultura e da Ciência. Pela tarde, a visita ao Museu da Insurreição trouxe outra escala à história da cidade.

Vista sobre o centro de Varsóvia a partir do Palácio da Cultura e da Ciência

Pela Praça das Três Cruzes até Chopin

A manhã começou com o pavimento molhado e os guarda-chuvas ainda presentes nas ruas. Passámos pelos monumentos a Stefan Rowecki e Ronald Reagan antes de chegarmos à Praça das Três Cruzes.

Entrámos na Igreja de Santo Alexandre. A planta circular e a cúpula organizavam o interior em torno do espaço central, num contraste com as fachadas contínuas das ruas por onde tínhamos passado. No exterior, as colunas do pórtico destacavam a igreja no meio da praça.

Continuámos por Nowy Świat e chegámos ao Museu Fryderyk Chopin, instalado no Palácio Ostrogski. Varsóvia foi a cidade da infância e juventude do compositor, antes da sua partida da Polónia em 1830. A visita permitia aproximar essa ligação através da música e de espaços dedicados à sua vida.

Percorremos as salas entre instrumentos, ambientes expositivos e dispositivos interativos. A decoração do palácio, com os seus estuques e escadarias, enquadrava uma apresentação que também recorria a linguagens contemporâneas. Um piano coberto de fitas coloridas era um dos exemplos desse contraste.

Um jardim por cima da biblioteca

Depois do museu, seguimos para a zona ribeirinha. Passámos pelo exterior do Centro de Ciência Copérnico e entrámos nos espaços públicos da Biblioteca da Universidade de Varsóvia, antes de subirmos aos seus jardins.

O percurso prolongava-se pela cobertura do edifício, entre vegetação, estruturas metálicas e grandes superfícies de vidro. Em certos pontos, o jardim deixava ver os espaços interiores da biblioteca; noutros, abria-se para o rio e para os edifícios da cidade.

Inaugurados em 2002, estes jardins foram concebidos como parte da própria arquitetura da biblioteca. Caminhámos pelas passagens e pérgulas, alternando entre a proximidade das plantas e as vistas mais amplas sobre Varsóvia.

Junto ao Vístula

Voltámos à margem do Vístula, de onde se via a estrutura suspensa da Ponte Świętokrzyski. Mais adiante, a Ponte Poniatowski apresentava uma linguagem diferente, com torres e elementos de pedra ao longo da travessia.

Percorremos o seu passeio e aproximámo-nos do Estádio Nacional. A fachada vermelha e branca e a estrutura que a coroava dominavam aquela parte da margem. A nossa passagem ficou pelo exterior do recinto.

Varsóvia vista do Palácio da Cultura

De regresso ao centro, entrámos no Palácio da Cultura e da Ciência e subimos ao miradouro. A partir dali, as avenidas, os elétricos e os quarteirões formavam uma paisagem urbana muito diferente da Cidade Velha da véspera.

Inaugurado em 1955, o edifício foi apresentado como uma oferta soviética à Polónia e tornou-se um símbolo da influência da União Soviética no país. A sua escala monumental continua a distingui-lo entre os edifícios do centro.

Na galeria do miradouro, as aberturas entre os pilares permitiam observar a cidade em várias direções. Os prédios mais baixos estendiam-se até ao horizonte, interrompidos por torres de escritórios e por manchas verdes.

A Insurreição de Varsóvia

A visita seguinte foi ao Museu da Insurreição de Varsóvia. O levantamento contra a ocupação alemã começou a 1 de agosto de 1944 e prolongou-se por 63 dias. Naquele agosto de 2014, passavam setenta anos sobre os acontecimentos.

Dentro do museu, os objetos e as reconstituições aproximavam a história da escala das pessoas e das ruas. Entre os elementos de maiores dimensões estava uma réplica de um bombardeiro Liberator, suspensa sobre o espaço expositivo. A iluminação mais baixa separava este ambiente dos espaços abertos que tínhamos percorrido durante o dia.

O Jardim Saxão e o regresso ao centro antigo

Ao fim da tarde, atravessámos o Jardim Saxão, entre estátuas, canteiros e a fonte. Junto à Praça Piłsudski, parámos no Túmulo do Soldado Desconhecido e acompanhámos a troca da guarda, com os militares a atravessarem a praça até às arcadas do monumento.

O passeio continuou por Krakowskie Przedmieście. Passámos diante do Palácio Presidencial e da estátua equestre de Józef Poniatowski, seguindo depois pelo monumento a Adam Mickiewicz até à zona do Castelo.

Terminámos o percurso novamente perto das ruas conhecidas na véspera. Entre o museu de Chopin, os jardins sobre a biblioteca, o rio e o miradouro, o dia tinha alargado bastante o mapa da nossa estadia. A visita ao Museu da Insurreição acrescentara-lhe a história que encontraríamos também nos monumentos e nas ruas dos dias seguintes.

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