Transportes
Shinkansen
Nas principais deslocações entre cidades utilizámos o famoso Shinkansen, o comboio de alta velocidade japonês. Fizemos de Shinkansen as viagens entre Osaka e Hiroshima e entre Hiroshima e Quioto.
Na viagem de Quioto para Takayama utilizámos também o Shinkansen durante a primeira parte do percurso. Depois mudámos para outro comboio, que nos levou até Takayama, já através de uma região com paisagens bastante diferentes das grandes cidades japonesas.
De Takayama para Fujikawaguchiko, na região do Monte Fuji, viajámos de autocarro. Foi um percurso muito bonito através dos Alpes Japoneses e uma excelente oportunidade para apreciar a paisagem durante a deslocação.
De Fujikawaguchiko para Tóquio voltámos a utilizar o Shinkansen, naquela que foi a última grande deslocação da nossa viagem pelo Japão.
Suica
Para as deslocações urbanas utilizámos o Suica na versão digital, diretamente no telemóvel. Foi uma solução muito prática para andar de metro e comboio, evitando a necessidade de comprar um bilhete individual para cada viagem. Basta aproximar o telemóvel dos leitores à entrada e à saída das estações e o valor da viagem é automaticamente descontado do saldo.
O Suica pode ser carregado diretamente no telemóvel e tem ainda a vantagem de poder ser utilizado como meio de pagamento em muitas lojas de conveniência, máquinas de venda automática e outros estabelecimentos no Japão.
Para nós, foi uma das formas mais simples e cómodas de utilizar os transportes públicos durante toda a viagem.
Alojamento
Selecionámos estes alojamentos pela sua boa localização, tanto pela proximidade aos transportes públicos como pelo fácil acesso aos principais pontos de interesse de cada cidade:
- Osaka — Grids Premium Hotel Osaka Namba
- Hiroshima — Daiwa Roynet Hotel Hiroshima-ekimae
- Quioto — Ibis Styles Kyoto Shijo
- Takayama — Mercure Hida Takayama
- Fujikawaguchiko (Monte Fuji) — Fujikawaguchiko Onsen Konanso
- Tóquio — APA Hotel Shinjuku Kabukicho Tower
Em Fujikawaguchiko recomendamos particularmente a experiência de ficar num ryokan. No nosso caso escolhemos o Konanso, onde pudemos experimentar uma forma de alojamento tradicional japonesa e desfrutar de uma experiência bastante diferente dos restantes hotéis da viagem.
Onde comer
Osaka — Niwatori, um pequeno restaurante onde os grelhados são preparados na hora. A ementa inclui diferentes tipos de espetadas, camarão, vieiras e outras especialidades, num ambiente simples e descontraído.
Hiroshima e em particular a Ilha de Miyajima é conhecida pelas suas ostras. Recomendamos o Kakiya, onde tivemos oportunidade de as experimentar preparadas de várias formas.
Em Quioto, uma das nossas sugestões é o Kyoto Yakitori Kinoshita, uma boa opção para experimentar yakitori num ambiente descontraído.
Em Takayama recomendamos também uma experiência muito característica da região: visitar uma das tradicionais casas de sake e fazer uma degustação. Nós escolhemos a Funasaka Sake Brewery, onde a prova funciona de uma forma bastante original e divertida. Depois de inserir dinheiro numa máquina, recebemos pequenas moedas que podem ser utilizadas nas várias máquinas de degustação para provar diferentes tipos de sake. É também possível adquirir um pequeno copo próprio para a degustação, que no final podemos levar para casa como recordação. Uma experiência diferente e uma excelente forma de conhecer um pouco melhor o sake produzido na região de Takayama.
Em Tóquio, para fazer uma pausa enquanto se observa o movimento constante da famosa passadeira de Shibuya, recomendamos o L’Occitane Café. Se conseguirem uma mesa junto à janela, terão uma excelente vista sobre o cruzamento. É um bom local para um chá acompanhado de pastelaria ou, como alternativa, um gin tónico enquanto se aprecia o movimento de Shibuya.
Informação útil
TeamLab (Tóquio) – Foi uma das experiências de que mais gostámos e recomendamos vivamente a visita. Como é bastante procurado e as entradas têm horário marcado, aconselhamos a comprar os bilhetes com antecedência. No nosso caso, fizemos a reserva cerca de dois meses antes.
Onitsuka Tiger (Tóquio)— Para quem gosta da marca japonesa, pode valer a pena aproveitar a passagem pelo Japão para visitar uma das lojas e comprar um par das famosas sapatilhas Onitsuka Tiger.
Monte Fuji — Se passarem uma noite em Fujikawaguchiko, recomendamos ficar num ryokan e aproveitar a experiência completa, incluindo o tradicional jantar japonês. Mais do que simplesmente um local para dormir, foi uma forma de conhecer um pouco melhor a hospitalidade e algumas tradições japonesas.
Holafly – Durante a nossa viagem pelo Japão utilizámos um eSIM da Holafly, que nos permitiu ter acesso à Internet através de dados móveis durante toda a estadia. Foi particularmente útil para utilizar o Google Maps nas deslocações, consultar percursos de metro e comboio e orientarmo-nos nas diferentes cidades, sem termos de depender de redes Wi-Fi.
Transporte de bagagem – Embora não tenhamos utilizado este serviço durante a nossa viagem, no Japão existe a possibilidade de enviar a bagagem entre determinados aeroportos, estações, hotéis e outros pontos de recolha, permitindo fazer as deslocações sem ter de transportar as malas. A Yamato Transport é uma das empresas que disponibiliza este tipo de serviço e, em determinadas zonas e condições, permite inclusive a entrega no próprio dia. É uma opção que pode ser particularmente útil num roteiro com várias mudanças de cidade ou quando se pretende aproveitar o dia sem carregar a bagagem. As zonas abrangidas, horários-limite e preços variam consoante o local e o tamanho da bagagem, pelo que recomendamos consultar previamente as condições.
Guias locais – Durante a nossa viagem recorremos a associações de guias locais em algumas das cidades que visitámos. Sempre que existe disponibilidade, é-nos atribuído um guia japonês com quem podemos começar a preparar antecipadamente a visita.
Depois do primeiro contacto, combinamos diretamente com o guia quantos dias ou horas pretendemos o seu acompanhamento e o tipo de experiência que procuramos. Podemos indicar os locais que gostaríamos de visitar, os nossos interesses, o tipo de restaurantes de que gostamos e até eventuais restrições alimentares. A partir daí, o percurso é preparado em conjunto e adaptado ao que pretendemos conhecer.
A grande vantagem é estarmos acompanhados por alguém que vive na cidade e conhece bem os transportes, os bairros e os diferentes pontos de interesse. Além de facilitar bastante as deslocações, permite conhecer os locais de uma forma mais próxima e descobrir alguns aspetos da cidade que provavelmente nos passariam despercebidos se viajássemos sozinhos.
Embora este tipo de acompanhamento possa ser disponibilizado por voluntários, durante o período em que estamos com o guia ficam a nosso cargo as suas despesas, nomeadamente refeições, transportes e entradas nos locais visitados. Em alguns casos poderá também existir uma pequena taxa diária pelo serviço, como aconteceu connosco em Tóquio.
Para solicitar um guia, utilizámos os seguintes contactos:
- Osaka — pedido através do email yokoithr-ou42@mse.biglobe.ne.jp
- Quioto — Como tivemos alguma dificuldade em encontrar um guia através dos contactos disponíveis, falámos com a guia que nos tinha acompanhado em Osaka, que acabou por aceitar acompanhar-nos também em Quioto. Para quem pretenda solicitar um guia diretamente em Quioto, este é o formulário que se encontra ativo à data da publicação destas dicas. http://kyotofreeguide.web.fc2.com/apply.html
- Tóquio — pedido através do email contact@tokyofreeguide.org
A atribuição de um guia está naturalmente dependente da disponibilidade existente para as datas pretendidas, pelo que aconselhamos a fazer o pedido com alguma antecedência.
