O percurso para o interior juntou duas experiências muito diferentes: o contacto próximo com elefantes e a visita a lugares onde a rocha foi transformada em templo e residência real. Começámos na Millennium Elephant Foundation, antes de seguir para Pinnawala, Dambulla e Sigiriya.

Com os elefantes na Millennium Elephant Foundation
Entrámos na água para participar no banho de um elefante. Com o animal deitado, fomos esfregando a pele junto à cabeça e ao dorso. A certa altura, levantou a tromba e lançou água na nossa direção, ainda connosco ao seu lado.



A visita incluiu um passeio montados no elefante e um momento de alimentação à mão. São partes concretas da experiência que vivemos ali em 2012: o banho, o percurso entre a vegetação e a aproximação da tromba à comida que segurávamos.



O grupo de elefantes de Pinnawala
Em Pinnawala, encontrámos um cenário diferente, com muitos elefantes reunidos no rio. Alguns permaneciam na água, outros atravessavam as zonas de rocha e havia crias junto dos adultos. A margem oposta, coberta de palmeiras, enquadrava o conjunto.
Acompanhámos também a passagem dos animais pela estrada. Durante esse momento, os elefantes cruzaram o espaço habitualmente ocupado pelo trânsito, entre os edifícios e as pessoas que os observavam. Depois, vimos outros animais no recinto, incluindo um de grandes presas junto à alimentação.








As grutas de Dambulla
Seguimos para Dambulla e subimos até aos templos escavados na rocha. Lá de cima, a vegetação estendia-se até às elevações do horizonte. Junto às entradas, a arcada branca acompanhava a parede de pedra, sob a grande saliência natural que cobre o conjunto.
Dambulla reúne cinco santuários em grutas e mantém uma tradição de peregrinação budista com mais de dois milénios. No interior, as imagens de Buda ocupavam filas inteiras, com figuras sentadas, de pé e reclinadas. As pinturas acompanhavam as irregularidades do teto e prolongavam a decoração por quase todas as superfícies visíveis.
Percorremos estes espaços entre estátuas, pequenos altares e uma estupa interior. A luz que entrava pelas portas deixava algumas figuras iluminadas e outras na penumbra, tornando bem diferente cada novo enquadramento.










A subida a Sigiriya
Sigiriya surgiu acima da vegetação como uma enorme parede de rocha. A antiga capital de Kassapa I, do século V, ocupava as encostas e o topo deste rochedo. A aproximação pelos jardins permitia perceber a altura que ainda teríamos de vencer.

Subimos por escadas de pedra e passagens estreitas entre grandes blocos. Pelo caminho, vimos os frescos com figuras femininas e passámos junto ao chamado Muro do Espelho. A visita ia alternando entre detalhes muito próximos da parede e vistas cada vez mais abertas sobre a paisagem.








Mais acima, as patas de um leão monumental marcavam o acesso à parte final da subida. As escadas continuavam encostadas à rocha; ao olhar para baixo, a entrada ficava reduzida a uma forma desenhada no terreiro.





No topo, caminhámos entre bases de construções, muros de tijolo e um grande tanque. A vegetação estendia-se em redor, interrompida por campos e elevações distantes. Na descida, voltámos à escala dos caminhos entre os rochedos, incluindo uma formação curva que se projetava sobre o percurso.






O dia terminava assim depois de uma sucessão de ambientes muito distintos: a água partilhada com os elefantes, os interiores pintados de Dambulla e os espaços abertos no alto de Sigiriya.