As ruínas de Polonnaruwa ocuparam a primeira parte do percurso; os elefantes de Kaudulla, a segunda. Entre as duas visitas, passámos de escadarias, colunas e imagens de Buda para os caminhos de terra de um safari.

Entre palácios e salas de audiências
Em Polonnaruwa, começámos pela zona de Nissanka Malla. Na sala de audiências, as colunas ainda delimitavam o espaço e um grande leão de pedra sobressaía sobre a plataforma. Aproximámo-nos dos relevos e das inscrições, antes de continuar pelo conjunto arqueológico.
Polonnaruwa sucedeu a Anuradhapura como capital e conserva importantes construções do século XII, associadas ao reinado de Parakramabahu I. A visita fazia-se por núcleos separados, com mudanças de escala entre os vestígios monumentais e os espaços atravessados pelo caminho, como um canal ladeado de árvores.



No palácio real, as paredes de tijolo que permanecem de pé deixavam ver aberturas e marcas da construção. Depois vieram um tanque com degraus, plataformas decoradas e outra sala de audiências. Nas bases, os elefantes esculpidos formavam uma faixa contínua; junto às escadas, os leões guardavam os acessos.








Os santuários de Polonnaruwa
Continuámos pelo Thuparama, onde entrámos num espaço de paredes de pedra com imagens de Buda. No Vatadage, a forma circular, as colunas e a escadaria criavam um conjunto mais aberto. Entre os monumentos seguintes estavam a grande inscrição em pedra de Gal Pota, a estrutura escalonada de Satmahal Prasada e a estupa Rankot Vihara.
A variedade dos edifícios ajudava a distinguir cada paragem: uns conservavam interiores, outros apresentavam sobretudo plataformas, muros ou volumes de tijolo. O percurso não era uma sucessão de salas, mas uma passagem entre diferentes áreas da antiga cidade.









Em Gal Vihara, a pedra voltava a dominar a visita. Vimos as grandes figuras esculpidas na rocha, incluindo o Buda sentado, a figura de pé e o Buda reclinado. De perto, as linhas naturais da pedra atravessavam os corpos e as vestes, continuando de uma figura para o fundo rochoso.




De jipe por Kaudulla
A etapa seguinte foi um safari em Kaudulla. Entrámos no jipe e seguimos pelos caminhos do parque, primeiro entre árvores e depois por zonas abertas junto à água. Pelo percurso vimos uma ave pousada, macacos nos ramos e búfalos deitados na erva. Mais adiante, um grande bando de aves levantou voo sobre a margem.





Os elefantes apareceram em grupos, com crias a caminhar entre os adultos. Alguns estavam junto à água, outros atravessavam o trilho ou avançavam pelo terreno aberto. Ficámos a observá-los a partir do veículo, num contexto muito diferente dos recintos de elefantes que tínhamos visitado em Pinnawala e na Millennium Elephant Foundation.
Houve também um momento em que um elefante ficou muito próximo de outro jipe. O veículo e o animal, lado a lado, tornavam evidente a diferença de tamanho. A visita terminou com estas aproximações e deslocações dos grupos pela erva, depois de termos percorrido as ruínas de Polonnaruwa.





