Continuámos pelas Cameron Highlands, desta vez para acompanhar mais de perto o trabalho do chá. A viagem prosseguiu depois até Ipoh e Kuala Kangsar, ligando as encostas cultivadas a um templo dentro da rocha e à arquitetura da cidade real de Perak.

Das folhas à fábrica
Na plantação BOH de Sungai Palas encontrámos as encostas cobertas por arbustos de chá e a névoa pousada nas zonas mais altas. Entre as filas estavam os equipamentos usados na colheita, e vimos trabalhadores a recolher as folhas.
A visita continuou no interior da fábrica, entre máquinas, tabuleiros e folhas em diferentes pontos do processamento. Depois de termos tomado chá com vista para uma plantação na véspera, este contacto aproximou a paisagem do trabalho que a sustenta. O chá deixava de ser apenas aquilo que chegava à mesa.









Borboletas e pequenos animais
Ainda nas terras altas, passámos por um espaço de borboletas e outros animais. Observámos asas abertas entre a vegetação e espécies cuja forma se confundia com folhas e ramos. A proximidade permitia reparar em pormenores que se perderiam à distância.
Houve também demonstrações com alguns dos animais e contacto acompanhado por quem estava no local. As borboletas e os insetos deram lugar a anfíbios e a uma serpente, numa visita distinta das plantações que tínhamos acabado de percorrer.








Sam Poh Tong, em Ipoh
A caminho de Ipoh, as formações calcárias voltaram a aparecer. No Sam Poh Tong, o templo budista aproveitava o interior da rocha para instalar imagens e espaços de culto. Entrámos e seguimos até ao recinto mais aberto, onde um edifício de vários pisos se destacava entre as paredes da encosta.
As tartarugas ocupavam uma zona própria do conjunto. Já perto da entrada, o jardim reunia água, rochas e pequenos pavilhões. O percurso alternava assim o interior mais escuro da gruta com espaços exteriores onde a pedra natural continuava a enquadrar os edifícios.









Seguimos para o centro de Ipoh. Passámos pelo edifício da Câmara Municipal e pela estação ferroviária, com a longa fachada branca, as arcadas e as cúpulas. Na estação chegámos também à zona da plataforma, onde o relógio e a estrutura da cobertura introduziam outra escala depois dos templos e jardins.



Cúpulas e palácios de Kuala Kangsar
Em Kuala Kangsar, cidade real de Perak, parámos na Mesquita Ubudiah. As cúpulas douradas elevavam-se sobre o edifício claro, com faixas de pedra a marcar os arcos e as paredes. Percorremos a zona exterior e as galerias, acompanhando os arcos e as vistas para o recinto.
A mesquita foi construída entre 1913 e 1917. O seu arquiteto, A. B. Hubback, esteve também ligado à estação de Ipoh, uma ligação entre dois dos edifícios que tínhamos acabado de conhecer.



O percurso levou-nos ainda a observar do exterior o Istana Iskandariah e o Istana Kenangan. Neste último, a madeira e os padrões amarelos e escuros distinguiam-no dos volumes claros e das cúpulas que dominavam outros edifícios da cidade.


Ao fim do percurso chegámos à zona de Bukit Merah, junto ao lago. A viagem continuava para norte: depois do chá, das grutas e da cidade real, seria a água a acompanhar o começo da etapa seguinte.