Deixámos Kuala Lumpur numa etapa que começou nas Batu Caves e terminou entre as plantações de chá das Cameron Highlands. Pelo caminho houve paragens junto à estrada, novos sabores e uma experiência com uma zarabatana, antes de a paisagem se abrir em encostas cultivadas.

A subida às Batu Caves
À entrada das Batu Caves, a estátua dourada de Murugan dominava o espaço diante da escadaria. Este santuário hindu ocupa grutas numa formação calcária, com pequenos templos e imagens religiosas entre as paredes de rocha.
Subimos os degraus, partilhados com outros visitantes e com os macacos que circulavam pelos corrimões. No interior, a escala mudava: as figuras dos santuários ficavam pequenas sob o teto da gruta, atravessado em alguns pontos pela luz natural.







Participámos num ritual junto de um dos santuários. O oficiante aproximou-se com uma pequena bandeja, foi aplicada uma marca na testa e houve flores nessa interação. Ficou a experiência de participar naquele momento, embora não saibamos identificar o nome ou a natureza exata do ritual.





Paragens pelo caminho
De volta à estrada, parámos numa zona de palmeiras de óleo. Vimos as árvores e os cachos de frutos já recolhidos, amontoados no chão. Foi uma passagem breve, mas mostrou de perto uma paisagem agrícola que também acompanhava o percurso.
Noutra paragem provámos uma aguardente produzida pelos habitantes locais. A pequena cobertura junto à estrada, com mesas e bancos, serviu de ponto de encontro antes de continuarmos a viagem.





A aproximação às terras altas trouxe uma cascata e bancas de fruta à beira da estrada. Ali experimentámos durião: abriram o fruto e ficámos com a polpa exposta na casca, prontos a provar. A paragem prolongou-se até junto da água, que descia pela superfície inclinada da rocha.





Uma experiência com a zarabatana
Mais acima visitámos um pequeno conjunto de construções de madeira e bambu junto à estrada. Entrámos numa casa elevada sobre o solo, com cobertura vegetal e paredes feitas de tiras entrelaçadas. A mata começava logo para lá das construções.
No exterior mostraram-nos como usar uma zarabatana e tivemos oportunidade de experimentar. A demonstração e a tentativa fizeram parte da mesma paragem. A experiência decorreu junto das casas, com a encosta arborizada como fundo e a estrada logo ao lado.





O primeiro chá nas Cameron Highlands
Ao chegar às plantações da Bharat Tea, o percurso abriu-se sobre filas de arbustos que acompanhavam as curvas do terreno. As encostas tinham passado a formar desenhos contínuos, com caminhos estreitos a separar as áreas cultivadas.
Sentámo-nos para tomar chá com scones, diante dessa paisagem. Depois das várias paragens da estrada, a mesa virada para as plantações marcou a chegada às Cameron Highlands. Ainda passámos por Tanah Rata antes de nos instalarmos para a noite; o chá voltaria a ocupar o início da etapa seguinte.




