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Experiência

Malásia: os templos e as ruas de George Town

Malásia

Dedicámos esta etapa de Penang aos templos e às ruas de George Town. Ao longo do passeio, as comunidades que fizeram a cidade apareceram na arquitetura religiosa, no comércio e nas casas de clã, sem que fosse preciso afastarmo-nos muito de uma zona para outra.

A fachada trabalhada do Khoo Kongsi em George Town

Dois templos budistas

Começámos pelo templo birmanês Dhammikarama. A imagem de Buda em pé ocupava o espaço central, rodeada por superfícies trabalhadas e douradas. Percorremos as galerias e os recintos exteriores, onde voltavam a surgir figuras e pequenos edifícios de culto.

No Wat Chaiyamangalaram, o templo de tradição tailandesa, encontrámos o grande Buda reclinado. A imagem estendia-se ao longo da sala e obrigava a recuar para acompanhar o seu comprimento. Cá fora, os telhados sobrepostos e os guardiões coloridos distinguiam este conjunto do que acabávamos de visitar.

Das muralhas às ruas do centro

Junto à frente marítima, visitámos o Fort Cornwallis. Caminhámos pelo recinto, entre muralhas e canhões, e passámos pela estátua de Francis Light. O forte pertence à história da presença britânica em Penang, uma das várias heranças que se cruzam na cidade.

No Templo da Deusa da Misericórdia, o ambiente era diferente. Havia pessoas diante dos altares e grandes varetas de incenso no exterior. Entrámos e observámos os espaços de culto, onde a visita se fazia ao lado de quem ali estava a praticar a sua religião.

Comércio, comida e lugares de culto

Continuámos pelas ruas de Little India, entre fachadas comerciais, bancas e flores preparadas em grinaldas. Pelo caminho houve também comida de rua: parámos junto de uma banca para provar um petisco antes de continuar o passeio.

A passagem pelo Sri Mariamman acrescentou os relevos e as imagens do templo hindu ao percurso. Mais adiante, vimos a Mesquita Kapitan Keling do exterior. A proximidade destes edifícios tornava concreta a diversidade religiosa de George Town.

A cidade cresceu como porto de trocas e recebeu comunidades com origens diferentes. Esse passado ajudava a compreender a sucessão de lojas, templos e casas que íamos encontrando, mas o passeio fazia-se numa cidade em uso, não num conjunto de fachadas desligadas da vida quotidiana.

O detalhe do Khoo Kongsi

No Khoo Kongsi, o espaço abriu-se para um terreiro diante do edifício principal. A casa de clã reunia uma fachada muito trabalhada e salas onde a decoração continuava em pedra, madeira e pintura. O templo atual foi concluído em 1906 e está ligado à comunidade Khoo de George Town.

Depois da vista geral, aproximámo-nos das janelas esculpidas, dos relevos e dos painéis. No interior, as pinturas e os elementos dourados ocupavam superfícies que, vistas apenas de fora, passariam despercebidas. Foi por esses pormenores que terminámos o percurso pelo conjunto.

Regressámos à zona do alojamento e da praia antes da última noite em Penang. O circuito chegava ao fim, mas a viagem pela Malásia continuava: a próxima travessia levar-nos-ia a Langkawi.

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