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Experiência

De Deli a Jaipur, pelo Palácio de Samode

India

Deixámos Deli em direção ao Rajastão, com Jaipur como destino. Pelo meio, Samode deu ao dia um percurso próprio: primeiro as ruas da povoação, depois os pátios e os salões de um palácio onde quase nenhuma superfície ficava por decorar.

Paredes e teto pintados no Palácio de Samode

A chegada a Samode

Nas ruas que antecediam o palácio, sucediam-se portas pintadas, fachadas baixas e pequenos espaços de comércio. As cores das paredes e os motivos decorativos prolongavam-se até à entrada do recinto, sem que a passagem da povoação para o palácio se fizesse de uma só vez.

Subimos para os pátios, de onde se viam as encostas em redor. A fachada, com as suas janelas e varandas, ocupava uma escala muito diferente das ruas por onde tínhamos passado. Entre escadarias, corredores e terraços, fomos entrando no edifício.

Salões pintados e pequenos espelhos

O Palácio de Samode tem origem no século XVI e foi transformado ao longo do tempo, nomeadamente no século XIX. A combinação de elementos rajput e mogóis surge nas arcadas, nas colunas e nos espaços de representação. Durante a visita, porém, eram sobretudo as pinturas que prendiam o olhar: figuras, flores e padrões repetiam-se nas paredes e continuavam pelo teto.

No Sheesh Mahal, os pequenos espelhos acrescentavam reflexos à decoração. Noutras salas, os fundos azuis e as molduras pintadas criavam ambientes diferentes, ligados por portas através das quais se adivinhava sempre mais um compartimento. Aproximámo-nos dos detalhes e voltámos a olhar os salões de uma ponta à outra, para perceber como se articulavam.

De regresso aos pátios, a decoração dava lugar à geometria das fachadas. As portas alinhadas, as galerias e os espaços abertos permitiam ver outra face do palácio, menos dependente do pormenor e mais da sucessão de volumes.

Jaipur ao anoitecer

Continuámos para Jaipur. Já com a iluminação acesa, vimos o Albert Hall pelo exterior: as cúpulas, as arcadas e os pavilhões sobressaíam sobre o movimento da rua. Esta primeira passagem pela cidade ficou ligada a essa fachada iluminada; o percurso mais demorado por Jaipur e Amber viria depois.

Albert Hall iluminado ao anoitecer, em Jaipur

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