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Experiência

De Jaipur a Agra, com passagem por Fatehpur Sikri

India

A estrada entre Jaipur e Agra teve várias paragens, mas foi em Fatehpur Sikri que fizemos o percurso mais longo. Antes de chegar à antiga cidade imperial, passámos por um templo em Dausa e por cenas de trabalho à beira da estrada. A paisagem do dia foi mudando até dar lugar aos grandes pátios de arenito vermelho.

Anup Talao e os palácios de Fatehpur Sikri

Uma paragem em Dausa

Entrámos no Giriraj Dharan Mandir, em Dausa. Por trás da fachada colorida, encontrámos altares e pessoas em práticas de devoção. Vimos as imagens de Radha e Krishna e, noutro ponto, mulheres reunidas junto de um lingam de Shiva. A nossa visita decorreu entre esses diferentes espaços do templo.

Ao longo da estrada, o percurso foi também feito de pequenas cenas: a preparação de comida, os camiões decorados e as chaminés dos fornos de tijolo. Eram momentos breves, entre as visitas, que deixavam ver atividades para lá dos recintos monumentais do circuito.

Os pátios de Fatehpur Sikri

Fatehpur Sikri foi construída sob o imperador Akbar, na segunda metade do século XVI, e serviu durante um período curto como capital mogol. Os palácios, as salas de audiência e os edifícios religiosos conservam uma unidade que se reconhece logo no uso da pedra vermelha.

Percorremos pátios rodeados de galerias, aproximando-nos das colunas, das portas e dos vestígios de pintura nos tetos. O espaço entre os edifícios fazia parte da visita tanto como os próprios interiores: permitia recuar, ver as fachadas em conjunto e seguir de um núcleo para o seguinte.

O tanque Anup Talao, com a plataforma central ligada por passagens estreitas, introduzia água e reflexos no recinto. Mais adiante, entrámos no Diwan-i-Khas, onde a coluna central se abre num capitel trabalhado e sustenta uma plataforma ligada aos cantos da sala. No Panch Mahal, a construção perde peso de piso para piso, até terminar num pequeno pavilhão.

O recinto da mesquita

Continuámos para a Jama Masjid. O mausoléu de Salim Chishti destaca-se no pátio pela sua aparência clara, em contraste com o arenito que o rodeia. A presença deste santo sufi está ligada à história de Akbar e à escolha de Fatehpur Sikri como sede imperial.

Aproximámo-nos do mausoléu e visitámos o interior, antes de voltarmos ao espaço aberto e às arcadas. A Buland Darwaza marcava outra escala: a porta monumental, vista do pátio e das escadas exteriores, dava uma medida da ambição do conjunto.

Depois desta passagem por Fatehpur Sikri, prosseguimos para Agra. A cidade seguinte mantinha-nos na história dos imperadores mogóis, mas o dia que se aproximava teria outro centro: o Taj Mahal e o forte junto ao Yamuna.

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