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Experiência

Goa: de Margão a Velha Goa e Panjim

India

Saímos de Benaulim para um dia pelo interior de Goa e pelas cidades. O percurso começou em Margão, passou por Loutolim e por uma experiência com um elefante, e continuou até aos templos e às igrejas de Velha Goa e Panjim. Entre os dias de praia, esta excursão mostrou-nos outros ambientes da região.

O mercado e as ruas de Margão

Em Margão, percorremos ruas comerciais e entrámos no mercado. As passagens estreitas estavam ocupadas por roupa, artigos de uso diário, frutas, legumes e produtos embalados. As bancas prolongavam-se para o exterior, enquanto o movimento da cidade continuava entre lojas e fachadas.

Passámos também pelo edifício municipal, com as suas arcadas e janelas alinhadas. Era uma mudança de escala depois dos corredores do mercado, antes de seguirmos para Loutolim.

Uma casa e um percurso pela memória de Goa

Visitámos a Casa Araujo Alvares, em Loutolim. Percorremos divisões com mobiliário, imagens religiosas e objetos domésticos, passando pela capela, pela cozinha e pela comprida sala de jantar. A organização dos espaços e os utensílios conservados davam uma dimensão concreta à história doméstica da casa.

No Big Foot, o percurso era diferente: um espaço de interpretação ao ar livre, com recriações de ambientes e atividades tradicionais de Goa. Passámos por pequenas construções, figuras e zonas ajardinadas, incluindo o lugar associado à lenda da pegada que dá nome ao recinto. Os cenários distribuíam-se pelo espaço expositivo, com figuras e objetos dispostos entre os caminhos.

Na água com o elefante

A paragem seguinte levou-nos a um recinto arborizado, onde entrámos na água junto de um elefante. Estivemos ao lado do animal durante o banho e sentámo-nos sobre ele. Quando levantou a tromba, a água caiu sobre nós, num momento bem diferente dos passeios por mercados e edifícios.

Continuámos depois até à zona do Shri Gopal Ganapati Temple, em Farmagudi. Vimos o exterior do templo, com a fachada colorida e a entrada rodeada por vegetação, antes de prosseguir para Velha Goa.

Exterior do Shri Gopal Ganapati Temple, em Farmagudi

As igrejas de Velha Goa

Em Velha Goa, os grandes edifícios religiosos ocupavam espaços abertos, entre jardins e caminhos. O conjunto das igrejas e conventos conserva uma parte importante da história da presença portuguesa na região e da expansão das missões católicas na Ásia.

Entrámos na Basílica do Bom Jesus, concluída em 1605. O altar dourado destacava-se no interior, e aproximámo-nos também do túmulo-relicário de São Francisco Xavier. Depois, passámos pela zona do claustro, onde as arcadas brancas enquadravam o jardim.

Na Sé, percorremos a nave e observámos o retábulo, num interior mais amplo e luminoso. A visita continuou pelos espaços exteriores, com a Igreja de São Francisco de Assis e o Arco dos Vice-Reis a marcar outros pontos do percurso. As inscrições em português surgiam aqui como parte dos próprios edifícios e monumentos.

Panjim antes do regresso

Chegámos a Panjim e vimos a Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição pelo exterior. A fachada branca, erguida acima da escadaria, destacava-se entre as palmeiras e o movimento da cidade.

Caminhámos pelas ruas próximas, entre edifícios com varandas, comércio e largos. Depois das grandes igrejas de Velha Goa, esta passagem devolveu-nos a uma escala urbana mais quotidiana. No final da excursão regressámos a Benaulim, onde ainda ficaríamos nos dias 26 e 27.

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