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Experiência

Agra: o Taj Mahal e o forte sobre o Yamuna

India

O Taj Mahal começou por surgir ao fundo de um pórtico, enquadrado pela sombra da entrada. À medida que avançámos pelos jardins, o mármore branco foi ocupando o campo de visão. Este dia em Agra ficou dividido entre o mausoléu e o forte, dois lugares ligados à corte mogol e ao curso do Yamuna.

Taj Mahal visto dos jardins

A aproximação ao Taj Mahal

Fizemos parte da aproximação numa carruagem e continuámos até à entrada do recinto. Depois do grande portal, abriu-se o eixo dos jardins, com a água a acompanhar o caminho em direção ao mausoléu. A cúpula e os minaretes mantinham-se visíveis, mesmo quando mudávamos de posição ao longo dos passeios.

O Taj Mahal foi mandado construir por Shah Jahan em memória de Mumtaz Mahal. O conjunto desenvolveu-se no século XVII, combinando o mausoléu, os jardins e os edifícios laterais numa composição cuidadosamente organizada.

Do jardim ao mármore

Perto do edifício, a atenção passou da silhueta para a superfície. Os relevos florais, as inscrições e as incrustações de pedra introduziam cor no mármore, por vezes em pormenores pequenos face à dimensão das paredes. Subimos à plataforma e visitámos o interior do mausoléu, onde a escala e a luz eram diferentes das do jardim.

Do lado do rio, víamos o Yamuna e a margem oposta. Esse limite do recinto ajuda a perceber a implantação do monumento: o Taj Mahal está voltado para os jardins, mas tem o rio imediatamente por trás.

Passámos também pela mesquita, um dos edifícios de arenito vermelho que ladeiam o mausoléu. Os arcos e a decoração interior prolongavam o trabalho ornamental, desta vez sobre uma cor de fundo mais escura. De regresso ao jardim, os corredores e os enquadramentos laterais mostravam o conjunto fora do seu eixo mais conhecido.

O trabalho de incrustação

A visita seguinte aproximou-nos de uma das técnicas que tínhamos acabado de observar. Numa oficina, vimos artesãos trabalhar em peças de mármore e acompanhámos parte da demonstração de incrustação. Entre os objetos expostos e as pequenas peças manuseadas à bancada, tornava-se mais legível o trabalho necessário para compor os desenhos.

Dentro do Forte de Agra

O Forte de Agra recebeu-nos com portas e muralhas de arenito vermelho. Foi uma das principais residências do poder mogol, reunindo edifícios de vários reinados. No Jahangiri Mahal, as fachadas e os pátios mantinham essa cor, com colunas, suportes e molduras densamente esculpidos.

À medida que avançámos, surgiram espaços onde o mármore branco assumia maior presença. As aberturas recortadas e os painéis vazados enquadravam jardins, pátios e vistas sobre o rio. Do forte voltámos a ver o Taj Mahal, agora distante, do outro lado de uma curva do Yamuna.

Passámos pelo Khas Mahal e pela zona do Musamman Burj, alternando entre salas cobertas, varandas e perspetivas para o exterior. As pinturas, os motivos florais e a transparência das grelhas de pedra davam continuidade aos pormenores que tínhamos seguido durante a manhã.

Nos pátios do Macchi Bhawan e nas arcadas do Diwan-i-Am, a visita voltou a ganhar amplitude. As colunas alinhadas deixavam ver várias passagens ao mesmo tempo, enquanto as fachadas fechavam o espaço em redor.

Terminámos assim um dia em que os dois grandes monumentos de Agra se foram cruzando: primeiro visitámos o Taj Mahal, depois avistámo-lo a partir do forte. O Yamuna ligava essas duas perspetivas, sem que fosse necessário repetir o mesmo percurso.

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