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Experiência

Khajuraho: os templos e as histórias esculpidas na pedra

India

Em Khajuraho, os templos surgiam entre relvados, árvores e caminhos que deixavam espaço para os contornar. A visita foi-se construindo nesse movimento: primeiro a forma das torres à distância, depois as figuras esculpidas nas paredes e, por fim, os pórticos e os espaços interiores.

Templo Kandariya Mahadeva entre as buganvílias

Os templos do grupo ocidental

Os monumentos de Khajuraho foram erguidos sobretudo entre os séculos X e XI, durante a dinastia Chandella. O conjunto reúne templos hindus e jainistas. A escultura é uma parte fundamental da sua arquitetura: divindades, figuras humanas, animais e cenas da vida ocupam faixas que acompanham as fachadas.

No grupo ocidental, aproximámo-nos do templo Lakshmana e percorremos a sua plataforma. As figuras mudavam de escala consoante a zona da parede. Havia pequenos frisos junto à base e esculturas maiores entre os elementos verticais, além das portas trabalhadas que conduziam ao interior.

O Kandariya Mahadeva dominava outra parte do recinto, com a torre principal rodeada por volumes mais baixos que repetem a mesma forma. Contorná-lo permitia ver como a silhueta e a decoração se articulavam. Entre os relevos havia cenas eróticas, mas também muitas outras representações; reduzir Khajuraho a um único tema deixaria de fora boa parte do que fomos encontrando.

O conjunto jainista

Seguimos para os templos jainistas, onde as construções em pedra conviviam com superfícies mais claras. Na zona de Parshvanatha e Adinatha, voltámos a observar portais, figuras esculpidas e santuários. A mudança de recinto não interrompia a riqueza do trabalho na pedra, mas alterava o enquadramento e a forma como os edifícios se agrupavam.

Uma pausa para um aniversário

Neste dia houve uma celebração de aniversário com bolo e flores. Foi um momento partilhado no decurso do circuito, à mesa, antes de retomarmos o percurso pelos templos.

Duladeo, Vamana e Javari

Continuámos pelo Duladeo, com a sua torre e os espaços esculpidos sob a cobertura. A aproximação pelo jardim dava uma vista completa do edifício; já no pórtico, o olhar passava para o teto e para a sucessão de elementos que o sustentavam.

No Vamana, repetimos esse movimento entre o exterior e o interior. As figuras distribuídas pelas paredes contrastavam com a concentração do olhar sobre a imagem no santuário. O edifício podia ser visto em redor, sem o mesmo enquadramento ajardinado do primeiro grupo.

O Javari fechou esta parte do percurso. O pórtico, a entrada esculpida e a abertura para os terrenos em redor davam-lhe uma escala mais recolhida, depois dos grandes volumes da manhã.

Nesse dia voámos de Khajuraho para Varanasi. A etapa seguinte levar-nos-ia até ao Ganges, trocando os recintos de templos e os jardins por uma cidade cuja vida se estende pelas escadarias da margem.

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