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Experiência

Deli: entre os bairros antigos, os templos e o Qutb Minar

India

A nossa viagem pela Índia começou em Deli, num circuito organizado em grupo que nos levaria dos monumentos do norte até às praias de Goa. O primeiro percurso atravessou várias cidades dentro da mesma cidade: os bairros antigos, os grandes espaços de Nova Deli e os recintos religiosos, onde a rua dava lugar a outros ritmos.

Qutb Minar enquadrado por um arco de pedra

Pelas ruas de Old Delhi

Entrámos na zona de Chandni Chowk entre fachadas comerciais, bancas e cabos suspensos sobre a rua. Havia mercadoria empilhada à entrada das lojas e pouco espaço livre entre os veículos e quem seguia a pé. Parte deste percurso foi feita de riquexó, à altura das montras e muito perto do movimento à nossa volta.

Pelo caminho, vimos as muralhas do Forte Vermelho e o exterior da Jama Masjid. Os dois monumentos ajudavam a situar o bairro na cidade imperial mogol, mas a nossa passagem por ali fez-se sobretudo entre ruas e mercados. À escala monumental das portas e das cúpulas sucediam-se os detalhes das lojas, dos letreiros e das travessas.

Do Raj Ghat à India Gate

No Raj Ghat, a mudança de ambiente foi imediata. O memorial de Gandhi ocupa um recinto ajardinado, com uma plataforma de pedra negra assinalando o local da sua cremação. Aproximámo-nos desse espaço central e percorremos os jardins, bem diferentes da concentração de edifícios e comércio que tínhamos acabado de atravessar.

A India Gate trouxe-nos de volta às grandes perspetivas urbanas. O arco é um memorial aos soldados do exército da Índia britânica mortos em combate. Vimo-lo rodeado pelo trânsito e pelas pessoas que circulavam na zona: o monumento surgia ao fundo, enquanto riquexós, automóveis e peões ocupavam o primeiro plano.

India Gate e o movimento de rua em Deli

Bangla Sahib e a cozinha comunitária

No gurdwara Bangla Sahib, visitámos o espaço de oração e a zona do tanque, com as suas galerias brancas. A cúpula dourada destacava-se por cima do conjunto. O templo sikh associa o culto à hospitalidade e ao serviço à comunidade, uma dimensão que se percebe também para além da sala principal.

Passámos pela cozinha comunitária, onde vimos preparar o pão e trabalhar junto de grandes recipientes. A dimensão dos utensílios e o trabalho de quem ali estava davam outra escala a tarefas tão familiares como amassar e cozinhar. A nossa passagem foi uma visita à cozinha; não ficámos para uma refeição nem participámos na preparação dos alimentos.

Entre as colunas do Qutb Minar

Terminámos o percurso no complexo do Qutb Minar. O minarete ergue-se acima das ruínas, com faixas de inscrições e variações na pedra que se tornam mais evidentes quando nos aproximamos. O conjunto pertence aos primeiros séculos do poder islâmico em Deli e reúne construções de diferentes reinados.

Caminhámos entre colunatas, arcos e pórticos, passando pelo pilar de ferro e pela base inacabada do Alai Minar. As colunas esculpidas da antiga mesquita Quwwat-ul-Islam conservam elementos provenientes de templos anteriores; noutras zonas, os desenhos geométricos e as inscrições ocupam as superfícies em grandes faixas.

Entre a altura do minarete, os pórticos e os fragmentos espalhados pelo recinto, a visita permitiu alternar constantemente entre o conjunto e o pormenor. Era uma forma de fechar este primeiro encontro com Deli: depois das ruas comerciais e dos lugares de culto ainda em uso, ficávamos diante de uma cidade muito mais antiga, parcialmente conservada na pedra.

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