Amber apareceu-nos sobre o lago Maota, com as muralhas a acompanhar as encostas e o palácio elevado acima da água. A partir dali, o dia levou-nos de pátio em pátio, passou por instrumentos astronómicos e oficinas e acabou entre as fachadas e os templos de Jaipur.

A subida a Amber
Fizemos a subida a Amber em elefante. O caminho acompanhava a encosta até ao grande pátio de entrada, enquanto a vista para o lago e para as fortificações se ia abrindo. Foi uma experiência do percurso, antes de começarmos a explorar os espaços do palácio a pé.





A construção de Amber desenvolveu-se ao longo de vários reinados rajput, sobretudo a partir do final do século XVI. Por trás do aspeto fortificado, encontrámos pórticos pintados, jardins e salas delicadamente trabalhadas. O Ganesh Pol, com os seus arcos e motivos coloridos, marcava a passagem para uma parte mais reservada do conjunto.
No Sheesh Mahal, as pequenas superfícies espelhadas repartiam a luz pelo teto e pelas paredes. Os pátios e as galerias ofereciam perspetivas diferentes: umas voltadas para o jardim geométrico, outras para os espaços interiores e para a sucessão de portas.







No regresso à cidade, parámos junto ao lago Man Sagar. Visto da margem, o Jal Mahal parecia assentar diretamente sobre a água, com as colinas por trás. Ficámos por essa vista exterior do palácio.

Instrumentos a céu aberto e palácios de Jaipur
No Jantar Mantar, caminhámos entre construções que se pareciam com escadarias, paredes curvas e grandes superfícies inclinadas. São instrumentos de observação astronómica, reunidos no século XVIII por iniciativa de Sawai Jai Singh II. A sua escala permite percorrer o observatório como um conjunto arquitetónico, embora as formas respondam a funções de medição.






Seguimos para o City Palace. O Mubarak Mahal, os pátios e as portas ornamentadas introduziram outra linguagem, na qual as cores, a pedra trabalhada e os objetos expostos se complementavam. Vimos uma das grandes urnas de prata e demorámo-nos diante da Porta do Pavão, onde a decoração se estende pelo arco em redor da entrada.









Os gestos dos artesãos
A visita a uma oficina de têxteis permitiu acompanhar a estampagem com blocos de madeira. O desenho surgia pela repetição do carimbo sobre o tecido, e também nós experimentámos esse gesto. Vimos ainda o trabalho num tear e o acabamento de um tapete, etapas diferentes de um processo que, até então, conhecíamos sobretudo através das peças prontas.





Voltámos depois às ruas da Cidade Rosa. O Hawa Mahal, construído em 1799, apresentava a sua fachada de pequenas janelas e volumes salientes diretamente sobre a via pública. Vimo-lo do exterior, alternando a vista mais ampla com os pormenores das aberturas e das molduras.




O mármore branco do Birla Mandir
O percurso terminou no Birla Mandir. O mármore branco do templo contrastava com as fachadas rosadas que tínhamos percorrido. Nas paredes havia figuras esculpidas e motivos religiosos; entre os pormenores que observámos encontrava-se uma representação de Jesus.
Na zona exterior, cruzámo-nos com outros visitantes e tirámos algumas fotografias em conjunto. Entre as pessoas que circulavam, as escadas e o edifício, esta última paragem acrescentou ao dia uma dimensão mais quotidiana, depois das salas palacianas e dos grandes monumentos.








