O caminho para Orchha começou de comboio. Saímos de Agra e seguimos até Jhansi, antes de continuarmos para os palácios e os templos junto ao Betwa. Depois dos grandes conjuntos mogóis, encontrámos aqui a arquitetura dos soberanos Bundela, com pátios, pavilhões e salas cobertas de pintura.

De comboio até Jhansi
O percurso ferroviário fez parte da mudança de etapa. Houve tempo dentro da carruagem e movimento nas plataformas, até chegarmos à estação de Jhansi. A partir daí, seguimos para Orchha, onde o primeiro conjunto monumental se ergue sobre a povoação e a paisagem em redor.




As varandas do Jahangir Mahal
Entrámos no Jahangir Mahal, construído no século XVII por Bir Singh Deo, da dinastia Bundela. O palácio organiza-se em redor de um grande pátio, com galerias sobrepostas e pavilhões que se recortam acima dos terraços.
Fomos percorrendo os diferentes níveis, passando por portas monumentais, suportes esculpidos em forma de elefante e trechos de decoração azul. Das aberturas, viam-se outros edifícios do complexo, a povoação e extensões de vegetação. Essas vistas ajudavam a perceber a relação entre o palácio e o território, para além dos espaços interiores.







As pinturas do Raj Mahal
No Raj Mahal, a visita concentrou-se nas salas pintadas. As paredes e os tetos reuniam figuras, cenas narrativas e ornamentação, por vezes acompanhando as curvas das abóbadas. Havia detalhes para observar de perto, mas também composições que só se entendiam quando recuávamos e olhávamos o teto inteiro.
O palácio foi residência dos soberanos de Orchha. A decoração dos seus interiores acrescentava cor à pedra e ao reboco que dominavam os pátios, mostrando uma dimensão do conjunto diferente da arquitetura exterior.








Da povoação ao Betwa
Descemos depois à zona do templo Chaturbhuj. Pelo caminho, passámos por bancas e por pequenos montes de pigmentos coloridos. O edifício destaca-se acima das casas, e a entrada conduziu-nos a um interior alto, com pilares e espaços de culto.






Junto ao Betwa, vimos os cenotáfios dos governantes Bundela. Os volumes dos memoriais e a vegetação acompanhavam a margem, num cenário mais aberto do que o dos palácios. Ficámos junto da margem, com o rio a abrir a paisagem à frente dos memoriais.



Deixámos Orchha para continuar até Khajuraho. Levávamos uma etapa em que as vistas dos terraços e a pintura dos interiores tinham tido igual importância, antes de uma nova aproximação à escultura e à arquitetura religiosa.