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Experiência

Washington: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso e os jardins de Capitol Hill

EUA Washington

O passeio por Capitol Hill juntou alguns dos interiores mais elaborados que visitámos em Washington a espaços de jardim. Entre o Capitólio e a Biblioteca do Congresso, olhámos muitas vezes para cima; no Jardim Botânico, aproximámo-nos das plantas e dos seus detalhes. Pelo caminho, a Union Station e o Museu Nacional do Índio Americano deram outros enquadramentos a esta parte da cidade.

O Capitólio e os relvados em redor

Da Union Station ao Capitólio

Começámos pela Union Station. A grande sala, o teto trabalhado e o pórtico exterior davam à estação uma presença que ultrapassava a sua função de passagem. Percorremos estes espaços antes de continuarmos para o Capitólio, cuja cúpula se destacava sobre os relvados e os edifícios da zona.

Entrámos no Capitólio e passámos pela cripta, pela Rotunda e pelo National Statuary Hall. As colunas, as figuras e as superfícies pintadas sucediam-se, mas era sob a cúpula que a escala se tornava mais evidente.

No alto da Rotunda, a Apoteose de Washington, pintada por Constantino Brumidi em 1865, ocupa o interior da cúpula. Vista de baixo, obriga a afastar o olhar dos detalhes à altura dos olhos. Noutros espaços, as estátuas e o modelo da figura da Liberdade permitiam uma observação mais próxima.

A Biblioteca do Congresso

A visita à Biblioteca do Congresso levou-nos ao edifício Thomas Jefferson, aberto em 1897. O grande átrio, as escadarias, os mosaicos e os tetos decorados compõem um interior onde a arquitetura tem tanto protagonismo como a ideia de biblioteca.

Passámos entre arcadas e varandas, observando os motivos do chão e os painéis acima das portas. A figura de Minerva, os relevos e as inscrições acrescentavam detalhes aos grandes enquadramentos do átrio. Entre os grandes enquadramentos e estes pormenores, a visita avançava a diferentes ritmos.

Plantas, estufas e uma fonte

De volta ao exterior, continuámos para o Jardim Botânico. Nas estufas, o percurso mudou de escala e de matéria: da pedra trabalhada passámos às folhas, às flores e à vegetação que preenchia os espaços sob vidro.

As orquídeas permitiam aproximar o olhar de formas muito diferentes, enquanto as zonas de vegetação mais densa e de plantas de ambientes secos davam variedade à visita. As vistas gerais das estufas e os pequenos detalhes das flores pertenciam ao mesmo passeio, sem que uns substituíssem os outros.

No jardim exterior, parámos junto à fonte Bartholdi. A água, as figuras e a vegetação em redor formavam um conjunto mais aberto depois do percurso pelas estufas.

Fonte Bartholdi e jardim

O Museu Nacional do Índio Americano

A visita seguinte foi ao National Museum of the American Indian. O edifício, com as suas curvas e a luz que entra pelo alto, introduzia outra linguagem arquitetónica. No interior, o grande espaço central ligava visualmente os vários níveis.

Percorremos salas com objetos e estruturas de diferentes contextos indígenas, entre os quais um tipi e peças relacionadas com transporte e cavalos. A diversidade do que estava exposto não cabia numa única imagem de “cultura indígena”. Saímos voltando a olhar para as curvas do edifício, agora do lado de fora, no fecho deste percurso por Capitol Hill.

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