O nosso primeiro encontro com Washington começou pelas ruas de Georgetown e ganhou outra dimensão no dia seguinte. Era 4 de Julho: entre os edifícios do centro, os museus do Smithsonian e o desfile, a cidade estava também a celebrar a independência dos Estados Unidos. O passeio terminaria com fogo de artifício, nos jardins junto à Casa Branca.

Um primeiro passeio por Georgetown
Ainda antes de entrarmos na Washington dos grandes memoriais, passámos por Georgetown. As fachadas alinhadas, o comércio ao nível da rua e a cúpula que se destacava sobre o cruzamento deram o cenário a este primeiro passeio. Ao cair da tarde, a escala era a de um bairro percorrido junto às montras e aos edifícios, bem diferente das grandes perspetivas que encontraríamos depois.




O centro em dia de festa
Na manhã seguinte, aproximámo-nos da Casa Branca. Vimo-la do exterior, enquadrada pelo jardim e pelas vedações, e passámos também pela Lafayette Square. À volta, o edifício Eisenhower e a longa fachada do Tesouro ajudavam a compor o centro institucional da cidade. A estátua equestre no jardim, as colunas e os espaços abertos sucediam-se a distâncias que, no mapa, parecem mais pequenas.






Entrámos no National Museum of American History antes de acompanharmos o desfile. O percurso pelas coleções passou por transportes de diferentes épocas: veículos, uma locomotiva e interiores onde se reconhecia a organização dos antigos transportes coletivos. Eram objetos de grande escala, que permitiam olhar para a história americana através de máquinas e espaços de uso quotidiano.





O desfile do 4 de Julho
Na rua, o movimento era outro. Vimos passar bandas, grupos de dança, carros alegóricos e enormes figuras insufláveis. Entre bandeiras e uniformes, também havia bicicletas antigas e propostas mais brincalhonas. O desfile não tinha uma única imagem: alternava as formações alinhadas das bandas com figuras que ocupavam quase toda a largura da rua.
Ficámos a acompanhar essa sucessão a partir do público. O 4 de Julho deixou assim de ser apenas a data da nossa passagem por Washington para se tornar parte do próprio percurso.








Dos museus aos jardins do Smithsonian
A visita ao National Museum of Natural History levou-nos a um ambiente diferente. Passámos por vitrinas, animais e esqueletos, pelo grande elefante no espaço central e pelas coleções de minerais. A vista da rotunda dava uma ideia da escala do museu; nos detalhes, o olhar aproximava-se de formas e cores que já não precisavam de grandes dimensões para se destacar.








De novo no exterior, passámos junto ao Smithsonian Castle e pelos jardins. No relvado estavam expostos painéis do AIDS Memorial Quilt, uma homenagem feita de tecidos e memórias de pessoas que morreram com sida. A apresentação de partes deste projeto integrava o Smithsonian Folklife Festival de 2012.
O percurso continuou entre os espaços ajardinados e a zona da galeria Sackler, onde uma instalação suspensa de formas encadeadas atravessava o vazio interior. Do relvado amplo aos recantos junto aos edifícios, esta parte do passeio tinha uma escala mais próxima do que a do desfile.






Fogo de artifício junto à Casa Branca
À noite, assistimos ao fogo de artifício nos jardins junto à Casa Branca. Sobre a linha escura das árvores, as explosões de luz sucediam-se no céu. Era o fecho do nosso primeiro dia inteiro na cidade: depois dos museus e do desfile, voltávamos a estar no exterior, desta vez com a atenção voltada para cima.




