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Experiência

Washington: o Sculpture Garden e os últimos passeios pela cidade

EUA Washington

Nos últimos passeios por Washington, voltámos a alguns lugares e encontrámos outros enquadramentos para a cidade. A Old Post Office e a National Gallery reapareceram no percurso, antes de passarmos pelo Sculpture Garden. A despedida ficou para uma ocasião posterior, com novas vistas da Casa Branca e do Washington Monument.

Escultura de Roy Lichtenstein no Sculpture Garden

Pelas ruas do centro

O passeio começou entre fachadas do centro, da zona do Hamilton a edifícios de tijolo e pedra com ritmos muito diferentes. Passámos pela Freedom Plaza, onde os desenhos no pavimento convidavam também a olhar para o chão. As vistas gerais das ruas alternavam com esses pormenores mais próximos.

Voltámos à Old Post Office e à torre. Os telhados vistos de cima e a estrutura do átrio voltaram a fazer parte do percurso, desta vez através de outros enquadramentos. Do alto, os telhados aproximavam-se e os edifícios da rua ganhavam outras proporções.

A National Gallery também voltou a entrar no passeio. Percorremos espaços interiores e passagens onde as arcadas, os painéis de cor no alto e a água junto ao vidro tinham tanto interesse visual como uma sala de exposição. Eram outros recantos de um museu que já fazia parte de vários momentos da estadia.

Música e esculturas no jardim

No Sculpture Garden, havia pessoas junto à fonte e à sombra das árvores. Guardo a ideia de termos passado por ali enquanto havia música e de termos parado um pouco. Os músicos e o público faziam parte do ambiente que encontrámos, sem que isso correspondesse a termos planeado assistir a um concerto completo.

Continuámos entre as esculturas. A casa de Roy Lichtenstein, que abre o artigo, mudava a leitura do espaço com as suas superfícies e perspetiva. Pelo jardim, uma árvore metálica, volumes geométricos, uma forma semelhante a uma pirâmide, animais e figuras de grande escala davam motivos diferentes ao passeio.

As obras não estavam isoladas da vida do jardim: havia caminhos, sombras e pessoas entre elas. Algumas pediam uma aproximação ao detalhe; noutras, a presença de alguém ao lado ajudava a perceber as dimensões. O percurso conservava assim o caráter de um jardim atravessado, para além do conjunto de esculturas.

Duas fachadas ligadas a Lincoln

Mais tarde, passámos pelo exterior do Ford’s Theatre e pela Petersen House, do outro lado da rua. Lincoln foi baleado no teatro em abril de 1865 e morreu na manhã seguinte na casa para onde tinha sido levado. A proximidade dos dois edifícios torna essa relação histórica concreta.

Nesta passagem, ficámo-nos pelas fachadas. O teatro e a casa pertenciam à mesma história, mas mantinham escalas muito diferentes na rua.

As últimas vistas

Num último passeio, voltámos à zona da Casa Branca e ao Washington Monument. A fachada branca entre a vegetação e o obelisco sobre o relvado eram já pontos familiares. Era já outro momento da estadia, agora de despedida.

Terminámos com estas vistas exteriores, depois de uma viagem em que as grandes imagens de Washington se tinham cruzado com museus, mercados, jardins e ruas residenciais.

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